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Death of a nation (Morte de uma nação) Realização: John
Pilger e David Munro Data: 1993 Idioma: Inglês No dia 7 de Dezembro de 1975, a Indonésia secretamente –
mas com a cumplicidade dos poderes ocidentais, incluindo os EUA, o Reino
Unido e a Austrália – invadiu a pequena nação de Timor Leste. Duas equipas de
televisão australianas que tentavam documentar a invasão foram assassinadas. Em 1993, com o exército indonésio ainda a ocupar o
país, John Pilger e a sua equipa, incluindo o realizador David Munro,
entraram em Timor Leste e fizeram este filme. Nos 18 anos de intervenção, cerca
de 200.000 timorenses – 1/3 da população – foram chacinados pelas forças
armadas da Indonésia. A CIA descreveu‑o como um dos piores assassínios
em massa do século XX. Pilger conta a história usando filmagens clandestinas
das zonas rurais, de campos de internamento e até de guerrilhas da Fretilin, bem
como entrevistas com exilados timorenses, incluindo José Ramos Horta e José
Gusmao, e com australianos, ingleses e diplomatas indonésios. Nixon chamou à Indonésia o «maior prémio do Sudeste
Asiático» por causa das suas reservas de petróleo e de outros recursos naturais.
Embora a Indonésia não tivesse nenhuma reivindicação histórica ou legal a
Timor Leste, era conveniente para diplomatas declarar que Timor Leste, que
tinha acabado de ganhar a sua independência de Portugal, não seria um estado
viável. Entretanto a mentira deste argumento foi demonstrada quando
a Austrália e a Indonésia assinaram o tratado do Petróleo do Estreito de
Timor e dividiram as enormes reservas do petróleo e do gás no fundo marinho
de Timor Leste. Nenhum dos políticos desse período – o presidente Ford,
Henry Kissinger, Daniel Moynihan, Margaret Thatcher, John Major, Gough
Whitlam – tem as mãos limpas. O exército indonésio usou aviões estadunidenses
e britânicos para bombardear a ilha, enquanto os ministros da Defesa
proclamavam ignorância. Como admite um diplomata australiano a Pilger, Timor Leste
foi considerado «sacrificável». Mas ninguém que assista ao massacre no cemitério de
Dili pode desculpar as maquinações geopolíticas que conduziram a este genocídio. |