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04/06/2004 A “guerra das civilizações” – Um plano para
estender a hegemonia dos EUA – Thierry Meyssan * A teoria da conspiração islâmica mundial e do choque das
civilizações foi elaborada progressivamente, desde 1990, para fornecer uma
ideologia de substituição ao complexo militar‑industrial estadunidense
após o desmoronamento da URSS. O orientalista britânico Bernard Lewis, o
estratego estadunidense Samuel Huntington e o consultor francês Laurent
Murawiec foram os principais inventores. Ela permite justificar, de modo nem
sempre racional, a cruzada estadunidense pelo petróleo. Os atentados do 11 de Setembro de 2001, atribuídos pela
administração Bush a uma «conspiração islamita», foram interpretados nos
Estados Unidos e na Europa como a primeira manifestação de um «choque das
civilizações». O mundo arabo‑muçulmano teria entrado em guerra contra
o mundo judaico‑cristão. Esta confrontação só poderia encontrar
solução no triunfo de um em detrimento do outro, fosse o do Islão com a
imposição de um Califado mundial (ou seja, de um Império islâmico), fosse o
dos «valores da América» partilhados com um Islão modernizado num mundo
globalizado. UMA DOUTRINA APOCALÍPTICA A teoria da conspiração islâmica e do choque das civilizações
oferece uma explicação holística do mundo. Ordena o mundo posterior ao
desaparecimento da URSS. Já não há confrontação Leste-Oeste entre duas
superpotências animadas de ideologias antagónicas, mas uma guerra entre duas
civilizações, ou antes entre a civilização moderna e uma forma arcaica de
barbárie. Postulando que o Islão está em guerra contra os valores da América,
esta teoria subentende em primeiro lugar que o Islão não é modernizável. Esta
cultura é indissociável da sociedade árabe do século VIII cujas estruturas
perpetua, nomeadamente o estatuto inferior das mulheres. Ela só concebe a sua
expansão através da violência segundo o modelo das guerras do Profeta. Esta teoria supõe igualmente que «a América» é portadora de
liberdade, de democracia e de prosperidade. Que ela encarna a modernidade e
representa o ponto final do progresso e o fim da História. O 11 de Setembro de 2001 é a primeira batalha desta guerra das
civilizações, como Pearl Harbour é a primeira batalha da Segunda Guerra
mundial vista dos Estados Unidos. Quer dizer que esta guerra não se assemelha
às precedentes. Durante as duas primeiras guerras mundiais, coligações militares
entregavam-se a um combate de titãs. Durante a guerra fria, os combates
militares são limitados a zonas periféricas, ou mesmo a conflitos de baixa
intensidade (guerrilhas), enquanto a confrontação central opõe
ideologicamente duas superpotências. Durante a Quarta Guerra mundial que
acaba de começar, as batalhas militares clássicas desaparecem em proveito das
guerras assimétricas: uma única potência, líder dos Estados, combate um
terrorismo não‑estatal omnipresente. Não se trata, no entanto, de uma guerra entre o despotismo dos
Estados e grupos de resistentes, mas pelo contrário de uma revolta das
democracias contra a tirania islamita que oprime o mundo arabo‑muçulmano
e tenta impor o Califado mundial. Esta luta do Bem e do Mal encontra o seu ponto de cristalização em
Jerusalém. É com efeito lá que, na sequência do Armagedão, deve ter lugar o
regresso de Cristo que marcará o triunfo do «destino manifesto» dos Estados
Unidos, «única nação livre sobre a terra», encarregada pela Divina
Providência de trazer «a luz do progresso ao resto do mundo». Portanto, o
apoio incondicional a Israel perante o terrorismo islamita é um dever
patriótico e religioso para qualquer cidadão estadunidense, ainda que os
judeus só possam esperar a salvação através da conversão ao cristianismo. UM COMPLEXO Esta exposição da teoria da conspiração islamita e do choque das
civilizações não força de modo algum o traço. É fiel à vulgata dos meios de
comunicação social e dos partidos políticos nos Estados Unidos. Podemos, bem
entendido, interrogarmo‑nos simultaneamente sobre os preconceitos que
lhe servem de base, a sua coerência interna e a sua natureza irracional. Os conceitos de mundo arabo‑muçulmano e de mundo judaico‑cristão
são eles mesmos contestáveis. Originalmente o termo judaico-cristão não
designa o conjunto Judeus mais Cristãos, mas pelo contrário o pequeno grupo
dos primeiros Cristãos quando eram ainda judeus, antes de a Igreja se separar
da Sinagoga. Mas no fim dos anos 60, ou seja, após a aproximação
israelo-estadunidense e a guerra dos Seis dias, este termo toma um sentido
político. Designa o bloco atlantista, qualificado de Ocidente, face ao bloco
soviético, chamado Leste. Observa-se aqui uma reciclagem dos conceitos. O Ocidente permanece
mais ou menos o mesmo hoje, enquanto o adversário já não é o Leste, mas o
Oriente. Estes conceitos não têm nada a ver, nem com a geografia, nem com a
cultura, mas unicamente com a propaganda. Assim, a Austrália e o Japão são
politicamente ocidentais, como de resto dois Estados europeus de população
muçulmana, a Turquia e a Bósnia‑Herzegovina. Enfrenta-se de resto aí o
maior problema: em numerosos Estados, e particularmente em redor do Mar
Mediterrâneo, é impossível distinguir actualmente civilização judaico‑cristã
e civilização arabo‑muçulmana. A guerra das civilizações supõe por
conseguinte que se suscitem guerras civis para separar as populações. Deste
ponto de vista, uma experiência bem sucedida foi realizada na Jugoslávia. A
perseguição e a realização do projecto de separação implica a liquidação do
idealismo laico. É por conseguinte inevitável, a longo prazo, que a
resistência estrutural mais importante dentro do campo «ocidental» seja a
República francesa [1]. Além disso, o preconceito segundo o qual o Islão é incompatível com
a modernidade e a democracia pressupõe uma grande ignorância. A expressão
“mundo arabo‑muçulmano” sublinha que o Islão é actualmente bem mais
largo que o mundo árabe, mas ao mesmo tempo a representação que dele fazemos
não pode ser mais estreita. Muito raros são os estadunidenses que sabem que a
Indonésia é o primeiro Estado muçulmano do mundo. Pode-se razoavelmente dizer
que Abu Dhabi e o Dubai são menos modernos que o Kansas? Pode‑se sinceramente
afirmar que o Bahrain é menos democrático que a Florida? Um dos recursos
deste discurso é assimilar o Islão à Arábia do século VIII, mas vem ao
espírito de alguém assimilar o cristianismo à Antiguidade do oriente próximo? Correlativamente, esta teoria assenta sobre a crença nos «valores da
América». E é bem de uma crença que se trata, pois como se pode ter em tão
elevada consideração um país cuja Constituição não reconhece a soberania
popular, cujo presidente não é eleito mas nomeado, onde a corrupção dos
deputados não é proibida mas regulamentada, onde os que se devem apresentar à
justiça podem ser retidos em segredo, que mantém um campo de concentração em
Guantánamo, que pratica a pena de morte e a tortura, onde os proprietários
dos grandes jornais recebem semanalmente as suas ordens da Casa Branca, que
bombardeia populações civis no Afeganistão, que rapta um presidente
democraticamente eleito no Haiti, que financia mercenários para derrubar
regimes democráticos na Venezuela e em Cuba, etc.? Enfim, esta teoria é indissociável de um pensamento religioso de
carácter apocalíptico. A revolução americana foi um movimento complexo onde
se misturaram ideologias diferentes. Mas finalmente, foi sobre um projecto
religioso que se fundaram e é deste projecto original que se reclama a actual
administração. O juramento de fidelidade, em vigor desde a Guerra fria e
actualmente contestado perante o Tribunal Supremo, implica que é necessário
crer em Deus para ser cidadão dos Estados Unidos. George W. Bush acedeu à
Casa Branca apresentando a sua fé em Jesus como programa político. Ele
professa crenças fundamentalistas segundo as quais a humanidade foi criada há
apenas alguns milhares de anos e sem evolução das espécies. Instalou na Casa
Branca um Gabinete das iniciativas baseadas na fé. O procurador‑geral
John Ashcroft fez sua a divisa «Não temos outro rei que Jesus». O secretário
da Saúde cortou programas profilácticos em nome das suas convicções
religiosas. O secretário da Defesa embarcou os missionários da Igreja do
pastor Graham nas forças da Coligação no Iraque com a missão de converter os
iraquianos. Etc. Em face de tudo isto, podemos razoavelmente interrogar‑nos
se os Estados Unidos são efectivamente um país moderno, aberto e tolerante,
ou se não encarnam o sectarismo e o arcaísmo. ORIGEM DO CONCEITO A expressão “choque das civilizações” apareceu primeira vez num
artigo do orientalista Bernard Lewis, em 1990, amavelmente intitulado “As
raízes da raiva muçulmana” [2]. O propósito é lançado: o Islão não traz nada
de bom e os muçulmanos concebem uma amargura que se transforma em fúria
contra o Ocidente. Mas a vitória dos Estados Unidos é certa, bem como o
libanização do Médio Oriente e o reforço de Israel. Actualmente com a idade de 88 anos, Bernard Lewis nasceu no Reino
Unido. Seguiu uma formação de jurista e de islamólogo. Durante a Segunda
Guerra mundial, serviu nos serviços militares de informação e no Gabinete
árabe dos Negócios Estrangeiros. Nos anos sessenta, tornou-se um perito
ouvido do Royal Institute of International Affairs onde apareceu como o
especialista da ingerência humanitária britânica no Império Otomano e um dos
últimos defensores do Império Britânico. Sob os auspícios da CIA, participou
no Congresso para a Liberdade da Cultura, que encomendou uma obra, O Médio
Oriente e o Ocidente [3]. Em 1974, emigrou para os Estados Unidos.
Tornou-se professor em Princeton e foi naturalizado. Cedo se tornou um
colaborador de Zbigniew Brzezinski, o conselheiro nacional de segurança do
presidente Carter. Juntos teorizaram o conceito de «arco de instabilidade» e
puseram em prática a desestabilização do governo comunista no Afeganistão. Em
França, Bernard Lewis foi membro da muito atlantista Fundação Saint-Simon
para a qual redigiu, em 1993, um opúsculo: Islão e democracia. Nesta
ocasião, foi entrevistado pelo diário Le Monde. Durante a entrevista,
empenhou‑se em negar o genocídio arménio, o que lhe valeu ser
condenado pela justiça [4]. Contudo, a noção de choque das civilizações evoluiu rapidamente.
Passou de um discurso neocolonial sobre a supremacia do homem branco para a
descrição de um confronto mundial cuja saída é incerta. Esta nova acepção
deve-se ao professor Samuel Huntington que não é islamólogo, mas estratego.
Desenvolve-a em dois artigos, O choque das civilizações? e O
Ocidente é único, não universal, e um livro cujo título original é O
choque das civilizações e a mudança na ordem mundial [5]. Já não se trata somente de combater contra os
muçulmanos, mas primeiro contra eles, e depois contra o mundo chinês. Como no
mito dos Horácios e Curiácios, os Estados Unidos devem eliminar os seus
adversários um após outro para esperar a vitória final. Samuel Huntington é um dos grandes intelectuais do nosso tempo. Não
que as suas obras sejam rigorosas e brilhantes, mas porque formam o corpo
ideológico do fascismo contemporâneo. No seu primeiro livro, O Soldado e o Estado, aparecido em
1957, tenta demonstrar que existe uma casta militar ideologicamente unida
enquanto que os civis estão sempre politicamente divididos [6]. Desenvolve
uma concepção da sociedade onde o comércio seria desregulado, onde o poder
político seria detido pelos proprietários das multinacionais sob a tutela de
uma guarda pretoriana. Em 1968, publica A ordem política nas sociedades em mudança,
uma tese na qual afirma que só regimes autoritários são capazes de modernizar
os países do terceiro mundo [7]. Secretamente, participa na constituição de
um grupo de reflexão que apresenta um relatório ao candidato à presidência,
Richard Nixon, sobre o modo de reforçar as acções secretas da CIA [8]. Em 1969-70, Henry Kissinger, que aprecia o seu gosto pelas acções
secretas, fá‑lo nomear para a Comissão Presidencial para o
Desenvolvimento Internacional [9]. Preconiza um jogo dialéctico entre o
Departamento de Estado e as multinacionais: o primeiro deverá exercer
pressões sobre os países em vias de desenvolvimento de modo que adoptem
legislações liberais e renunciem às nacionalizações, enquanto os segundos
deverão fazer beneficiar o departamento de Estado do conhecimento que têm dos
países onde estão implantadas [10]. Junta-se então ao Wilson Center e cria a revista Foreign Policy.
Em 1974, Henry Kissinger fá‑lo nomear para a Comissão das Relações
EUA-América Latina. Participa activamente na instauração dos regimes dos
generais Augusto Pinochet no Chile e Jorge Rafael Videla na Argentina. Testa
pela primeira vez o seu modelo social e prova que uma economia desregulada é
compatível com uma ditadura militar. Paralelamente, o seu amigo Zbigniew
Brzezinski fá‑lo entrar num círculo privado, a Comissão Trilateral. Aí
redige um relatório, A Crise da democracia [11] no qual se pronuncia
por uma sociedade mais elitista, onde o acesso às universidades seria
rarificado e a liberdade da imprensa controlada. Enquanto os membros das administrações Nixon e Ford são demitidos
por Jimmy Carter e os Estados Unidos invertem a sua política na América
Latina, Huntington é repescado pelo seu amigo Brzezinski, tornado conselheiro
nacional de segurança. Graças a isso, permanece na Casa Branca e torna-se
coordenador da planificação no Conselho. É neste período que começa a
colaborar estreitamente com Bernard Lewis e que concebe a necessidade de
dominar primeiro as zonas petrolíferas do arco de instabilidade antes de
poder atacar a China comunista. Isso não se chama ainda o choque das
civilizações, mas a ele se assemelha. Mas o professor Samuel Huntington deve fazer face a um bem penoso
escândalo. Revela-se que é pago pela CIA para publicar artigos em revistas universitárias
que justifiquem o recurso à acção secreta para manter a ordem nos países onde
ditadores amigos morrem de repente. Esquecido este episódio, Frank Carlucci
nomeia‑o para a Comissão conjunta do Conselho de Segurança Nacional e
do Departamento da Defesa para a estratégia integrada a longo prazo [12]. O
seu relatório servirá de justificação para o programa de «guerra das
estrelas». O professor Huntington é hoje administrador da Casa da Liberdade
(Freedom House), uma associação anticomunista presidida pelo antigo director
da CIA, James Woolsey. JERUSALÉM E MECA A teoria da guerra das civilizações cristaliza‑se sobre as
questões religiosas. O controlo judaico-cristão de Jerusalém é um talismã
necessário para a vitória global. Se o Ocidente perdesse a cidade santa,
perderia a força para realizar o seu destino manifesto, a sua missão divina.
Reciprocamente, se os muçulmanos perdessem o controlo de Meca, a sua religião
esmoreceria. Evidentemente, tudo isso não é muito racional, mas estas
superstições são omnipresentes nos meios de comunicação social populares
estadunidenses. Inscrevem‑se também num discurso político estruturado. No dia 10 de Julho de 2002, Donald Rumsfeld e Paul Wolfowitz
convocaram a reunião trimestral do Comité Consultivo da Política de Defesa
[13]. Só uma dúzia de membros está presente. Ouve‑se uma exposição de
um perito francês da Rand Corporation, Laurent Murawiec: Pôr os Saoud fora
da Arábia. A conferência desenrola‑se em três partes e vinte e
quatro diapositivos. Inicialmente, Murawiec retoma as teorias de Bernard
Lewis: o mundo árabe atravessa uma crise desde há dois séculos. Foi incapaz
de realizar tanto a sua revolução industrial como a sua revolução digital.
Este malogro suscita uma frustração que se transforma em raiva anti‑ocidental.
Tanto quanto os Árabes não sabem debater, porque na sua cultura a violência é
a única forma de política. Deste ponto de vista, os atentados do 11 de
Setembro são apenas a expressão sintomática do seu excesso. Subsequentemente, Murawiec descreve a família real saudita como
ultrapassada pelos acontecimentos. Desenvolveu no mundo o wahhabismo tanto
para lutar contra o comunismo como contra a revolução iraniana, mas hoje,
está ultrapassada pelo que criou. Por fim, o conferencista propõe uma estratégia: os Saoud detêm
simultaneamente o petróleo (aí está), os petrodólares e a guarda dos lugares
santos. Eles são o pilar central e único em torno do qual se organiza o mundo
arabo‑muçulmano. Desembaraçando-se deles, os Estados Unidos podem
recuperar o petróleo do qual têm necessidade para a sua economia, o dinheiro
que provém do petróleo que fizeram mal em pagar no passado, e sobretudo os
lugares santos, logo o controlo da religião muçulmana. E quando o Islão se
desmoronar, Israel poderá anexar o Egipto. Laurent Murawiec foi consultor junto do ministro francês da Defesa,
Jean-Pierre Chevènement e encarregado de cursos na Escola de Altos Estudos em
Ciências Sociais (EHESS) [14]. Conselheiro de Lyndon LaRouche durante vários
anos, deixa-o abruptamente e junta-se aos neoconservadores. É hoje
especialista no Hudson Institute de Richard Perle e colabora no Middle East
Forum de Daniel Pipes. Esta reunião fez grande alarido. O embaixador da Arábia Saudita
pediu explicações e Perle, organizador desta reunião, foi solicitado a
fazer-se mais discreto durante algum tempo e Murawiec foi convidado a deixar
a Rand Corporation. Seja como for, esta reunião tinha sido convocada por
Rumsfeld e Wolfowitz em pleno conhecimento de causa. Tratava-se apenas de
testar até onde o Pentágono pode ir. ______ * Jornalista e escritor, presidente da Rede Voltaire. [1] Distinguimos aqui a República francesa, como ideia, da França,
como Estado-nação. [2] Bernard Lewis, “The
Roots of Muslim Rage”, Atlantic Monthly, Setembro de 1990. [3] Bernard Lewis, The
Middle East and The West, Weidenfeld & Nicholson, 1963 (um Encounter
Book). [4] Ver Affaire Forum des Associations arméniennes de
France & Licra contre Bernard Lewis, julgamento
de 21 de Dezembro de 1995, 17ª Câmara do TGI de Paris. [5] “The Clash of
Civilizations?” e “The West Unique, Not Universal”, Foreign Affairs,
1993 e 1996; The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order,
1996. [6] Samuel Huntington, The
Soldier and the State, Harvard University Press, 1957. [7] Samuel Huntington, Political
Order in Changing Societies, Yale University Press, 1968. [8] Este grupo
compreendia Francis M. Baton, Richard M. Bissell Jr, Roger D. Fisher, Samuel Huntington,
Lyman Kirkpatrick, Henry Loomis, Max Milliken, Lucian W. Pye, Edwin O.
Reischauer, Adam Yarmolinsky e Franklin A. Lindsay. [9] Presidential Task
Force on International Development, presidido por Rudolph Peterson. [10] The United States
in Changing World Economy, EUA Governement Printing Office, 1971. [11] Crozier, Huntington
e Watanuki, The Crisis of Democracy, New York Press University, 1975. [12] Commission on
Integrated Long-Term Strategy. Integra Charles M. Herzfeld, Fred C. Iklé,
Albert J. Wohlstetter, Anne Armstrong, Zbigniew Brzezinski, William P. Clark,
W. Graham Claytor, Jr, o general Andrew J. Goodpaster, o almirante James L.
Holloway. III, Samuel P. Huntington, Henry A. Kissinger, Joshua Lederberg, e
os generais Bernard A. Schriever e John W. Vessey. [13] Presidida por
Richard Perle, o Defense Policy Board Advisory Committee integra Kenneth
Adelman, Richard V. Allen, Martin Anderson, Gary S. Becker, Barry M.
Blechman, Harold Brown, Eliot Cohen, Devon Cross, Ronald Fogleman, Thomas S.
Foley, Tillie K. Fowler, Newt Gingrich, Gerald Hillman, Charles A. Horner,
Fred C. Ikle, David Jeremiah, Henry Kissinger, William Owens, J. Danforth
Quayle, Henry S. Rowen, James R. Schlesinger, Jack Sheehan, Kiron Skinner,
Walter B. Slocombe, Hal Sonnenfeldt, Terry Teague, Ruth Wedgwood, Chris
Williams, Pete Wilson et R. James Woolsey, Jr. [14] Criado na Libertação sob o impulso da CIA, o EHESS devia contrabalançar o CNRS influenciado pelos comunistas. Hoje ainda, esta Escola é financiada largamente pela Fundação franco-americana. |