Informação Alternativa

Estados Unidos da América

11/07/2006

 

“Nação Ariana” chegou a Bagdad

 

Manuel Ricardo Ferreira

DN

 

Nas paredes de Bagdad começaram a aparecer grafittis da Nação Ariana, o mais conhecido grupo supremacista branco americano, confirma o Pentágono. E não são as únicas marcas de ódio estrangeiro num país dividido pela violência sectária.

 

Scott Barfield, investigador sobre gangs no Departamento de Defesa, diz ser «um problema; os recrutadores estão a permitir, com conhecimento de causa, que neo­‑nazis e racistas brancos entrem para as forças armadas, e os comandantes não os expulsam da instituição mesmo depois de identificados como extremistas ou membros de gangs».

 

Mark Potok, um dos directores do Southern Poverty Law Center (SPLC), organização que investiga esses grupos, revelou: «Os neo-nazis e outros extremistas estão a entrar para as instituições militares em grande número para conseguir o melhor treino em armas, tácticas de combate e explosivos. Devíamos considerar isso como um problema grave de segurança: essas pessoas estão motivadas por uma ideologia que apela à guerra e revolução raciais. Qualquer um se pode tornar no próximo Timothy McVeigh».

 

McVeigh, condecorado na Guerra do Golfo e confesso supremacista branco, foi o autor do atentado em Abril de 1995 contra um edifício público em Oklahoma City que causou 168 mortes. O SPLC argumenta que a pressão a que estão sujeitos os recrutadores para que cumpram as quotas estabelecidas os leva a baixar ou ignorar os padrões mínimos estabelecidos para a aptidão militar, que excluem extremistas raciais.

 

O Pentágono, que admitiu a existência de grafittis raciais no Iraque, diz que o problema não está no recrutamento mas na disciplina dependente dos comandantes no terreno e o porta-voz Bryan Whitman frisa: «A boa ordem e disciplina é da responsabilidade dos comandantes, caso se verifiquem actividades inconsistentes com elas, cabe aos comandantes resolvê-las». Mas o SPLC mostrou publicações de grupos supremacistas brancos exortando os simpatizantes a alistarem-se para adquirirem treino de combate.