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20/04/2006 Kari
Lydersen Ao fazerem-se compras numa loja Target, sabe-se à partida que não se está numa loja Wal-Mart. Mas as diferenças podem estar apenas à flor da pele. As lojas Target são espaçosas e cheias de cartazes atractivos e promoções. Enquanto muitas pessoas associam a Wal-Mart com baixos salários, comunidades rurais talvez dominadas por uma prisão ou por uma estação de energia, fotos de tamanho real pelas lojas Target lembram-lhe que os seus clientes são de uma bonita e vivida casta de modas multi-culturais. «A sua imagem é de uma escala mais elevada, mais urbana e sofisticada, uma espécie de imitação de Pottery Barn» disse Victoria Cervantes, administradora de um hospital e realizadora de documentários que efectua compras regularmente na Target. «Não tenho a certeza se os seus clientes são de uma escala mais elevada. Mas essa é a imagem de que eles andam atrás. Eles têm uma campanha de relações públicas muito boa».
Em contraste com esta imagem, no entanto, os críticos afirmam que em termos de salários e benefícios, das condições de trabalho, dos fornecedores estrangeiros de estilo sweatshop [fábricas de exploração], e com efeitos nas comunidades de retalhistas, as grandes superfícies de lojas Target são muito parecidas com a Wal-Mart, apenas com uma embalagem mais bonita. Das mais de 1.400 lojas Target à volta do mundo empregando mais de 300.000 pessoas, nenhuma tem um sindicato. Empregados em várias lojas afirmam que uma mensagem e vídeo anti-sindicato faz parte da orientação do empregado-novo. Nas lojas das Cidades Gémeas [Minneapolis/St. Paul], onde a Target está sediada, o Sindicato 789 dos Trabalhadores Comerciais e e de Alimentação Unidos (TCAU) tem tentado desde há alguns anos que os empregados se sindicalizem, mas com pouca sorte.
«As pessoas perguntam qual é a diferença entre a Wal-Mart e a Target», afirma o organizador da TCAU, Bernie Hesse. «Nada, excepto que a Wal-Mart é seis vezes maior. Os salários começam nos USD 7,25 até USD 7,50 (€ 5,65 – 5.85) [na Target]. Eles dizem que é um salário competitivo mas não podem dizer que é um salário com que se possa viver. Nós sabemos que muitos gerentes estão a dizer às pessoas: “se descobrirmos que está envolvid@ na organização de um sindicato, será despedid@”. A Wal-Mart tem cerca de 3.800 lojas nacionais e 2.600 no estrangeiro, empregando cerca de 1.6 milhões de pessoas. A Target planeia abrir pelo menos mais 600 lojas até 2010, para um total de cerca de 2.000 nos 47 Estados. Como a Wal-Mart, uma típica loja Target vende uma série bem variada de bens de consumo incluindo vestuário, artigos para a casa, artigos de escritório, brinquedos, equipamento desportivo, mobília, arte e artigos de electrónica; e as lojas têm frequentemente laboratórios de fotografia e farmácias. Cerca de 160 lojas nacionais SuperTarget também vendem artigos de mercearia “de gama superior”, como o sítio web da empresa os descreve, e normalmente têm bancos, lojas Starbucks e Pizza Huts. O total dos lucros foi de 12,3 porcento em 2005 – 52,6 mil milhões de dólares comparados com 46,8 mil milhões de dólares em 2004. ESCRAVOS DO SALÁRIO Um inquérito efectuado pelo TCAU descobriu que os salários iniciais são similares entre as lojas Target e as Wal-Mart – possivelmente mais altos no seu total do que os da Wal-Mart – e que os pacotes de benefícios da Target são normalmente mais difíceis de classificar e menos compreensivos. (O departamento de relações com os meios de comunicação social da Target recusou-se a comentar a questão dos salários e as políticas de benefícios; os salários individuais e políticas de benefícios não estão incluídos no seu relatório anual). «Nós sabemos que a Target e a Wal-Mart estão constantemente a analisarem-se mutuamente para verem o quão baratas podem ficar» diz uma declaração do TCAU no sítio targetunion.org, instando os empregados da Target à volta do país para indicarem os seus salários. Um empregado da Target que pediu que o seu nome e localização da loja se mantivessem secretos disse que mal consegue sobreviver com um salário de USD 8,40 (€ 6,55) por hora.
«Após 3 anos recebi menos do que 1 dólar por hora em aumentos. Comecei com $7,65» [€ 5,97] disse o trabalhador, acrescentando que gosta do seu trabalho devido à camaradagem existente entre os trabalhadores. «Nunca somos compensados e raramente até reconhecidos por termos atingido os nossos objectivos». O salário inicial que ele descreve colocaria um pai solteiro com dois filhos a trabalhar a tempo inteiro na Target apenas ligeiramente acima da linha de pobreza; alguém com mais filhos ou a trabalhar menos horas cai abaixo da linha de pobreza.
Comparem isso com o CEO [em português, chefe do sector executivo] da Target, Robert Ulrich, que auferiu 23,1 milhões de dólares em 2005, segundo a Forbes, fazendo dele o segundo CEO mais bem pago do sector de comércio a retalho. Isto é 1300 vezes mais do que o trabalhador com quem falámos.
SUOR NAS PRATELEIRAS? Entretanto, um vislumbre nas etiquetas em algumas prateleiras de casacos de lã com estilo a USD 20 e de calças Capri, mostram que, tal como a Wal-Mart e a maioria dos retalhistas de vestuário, a própria Target tem os fornecedores dos seus produtos na Índia, Indonésia, Guatemala, México, Bangladesh, Quénia, Sri Lanka, Filipinas, Vietname, Camboja e outros países de salários baixos em vias de desenvolvimento.
Em Outubro de 2005, representantes de uma federação laboral mexicana protestaram fora de uma loja Target no Bronx para chamar a atenção para o alegado trabalho infantil e os encerramentos [lockouts] ilegais de trabalhadores numa fábrica mexicana que fornece os trajes do Halloween para a loja.
«Pela maneira como a indústria de peças de vestuário é, existem tão poucas fábricas que respeitem os direitos dos trabalhadores que não existe forma da Target obter as suas roupas de locais de trabalho onde os direitos dos trabalhadores estejam a ser respeitados», disse Allie Robbins, organizadora nacional do grupo Estudantes Unidos Contra as Sweatshops. CORRIDA ATÉ AO FUNDO A Target não difere da maioria dos vendedores de vestuário; usualmente tem de se procurar pequenas companhias da especialidade para encontrar têxteis fabricados por sindicatos, fabricados por americanos. Mas como um dos maiores retalhistas nacionais, a Target é um líder de indústria, promovendo e lucrando com a cultura geral americana do consumismo: nós compramos, compramos, compramos, a preços mais baixos num sistema de mercado sustentado por trabalhadores não‑sindicalizados muito mal pagos em países pobres. No entanto, mesmo enquanto o consumismo americano prospera, existe uma crescente tomada de consciência pública e crítica dos problemas que ele origina. A Wal-Mart está a tornar-se um pára‑raios para a crescente insatisfação e animosidade públicas. Um estudo recente da Universidade de Massachusetts em Lowell, mostrou que 63% das pessoas se oporiam a uma abertura de um Wal-Mart na sua comunidade. Grupos como a Wal-Mart Watch, vários documentaristas têm criticado asperamente as condições de trabalho da Wal-Mart e os seus efeitos nas comunidades e nas normas de trabalho internacionais. Mas de alguma forma, talvez devido ao seu relativo pequeno tamanho quando comparada com a Wal-Mart, a Target evitou largamente publicidade negativa. Na verdade, beneficia da raiva anti-Wal-Mart, facto que não está “perdido” entre os funcionários da companhia. Relatórios dos media descrevem executivos da Target exprimindo desaprovação e assobiando a um logo da Wal-Mart durante encontros de vendas e chamando-lhe «império maldito». Enquanto as comunidades normalmente lutam com unhas e dentes contra novos Wal-Marts, os residentes habitualmente dão as boas-vindas a lojas Target, enquanto os governos locais oferecem às companhias descontos generosos nos impostos e subsídios para se localizarem na sua área. Foi isso que aconteceu no Outono passado em St. Paul Oeste, no Minnesota, onde uma nova loja Target colheu 731.000 dólares em cortes nos impostos locais, enquanto a 48 Km, a Ham Lake lutava contra os esforços da Wal-Mart para abrir uma super‑loja. A Target na baixa de Minneapolis recebeu cerca de 68 milhões de dólares em subsídios públicos, de acordo com o jornal The Star Tribune. Em 2004 em Chicago, formou-se uma coligação por toda a cidade para se opor a dois Wal-Marts propostos e a luta perturbou o conselho da cidade durante meses. Entretanto, pelo menos três novas lojas Target foram construídas na área do metro nos últimos anos. Definitivamente, a Target trabalha arduamente na sua imagem. No Verão passado tornou-se a primeira companhia a patrocinar uma edição completa do The New Yorker, com 17 páginas de anúncios. Com um orçamento de 1.028 mil milhões de dólares, regularmente faz sair anúncios de página inteira nas principais revistas e jornais diários, promovendo os produtos da companhia, a sua sofisticada imagem bem como o seu trabalho de caridade. O sítio web da companhia afirma que 96% dos americanos reconhecem o logo da Target «mais do que o da Swoosh ou Apple». Ao contrário da decoração desordenada de baixo orçamento da Wal-Mart, a Target exibe fotografias artísticas maiores‑do‑que‑a‑vida de tudo, desde produtos de limpeza a sobremesas a mulheres em lingerie. É o vendedor exclusivo de itens de especialidade tal como o equipamento oficial “retro-futurista” da Roots para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006. O sítio web da Target menciona que o seu consumidor médio aufere um salário médio de 55.000 dólares e 43% já concluíram a faculdade. «É como se eles quisessem ser uma autoridade no campo ou algo assim», disse Stephanie Evans, uma estudante universitária de Chicago que comprava biquini para os feriados da Primavera. «Mas são realmente as mesmas coisas que na Wal-Mart, mas a preços mais elevados». A primeira loja de descontos da Target abriu em Roseville no Minnesota, um subúrbio de St. Paul, em 1962. Era gerida pela companhia Dayton, a qual foi originada em 1902 por uma loja de retalho de Minneapolis chamada Goodfellows cujo dono era George Dayton. Juntamente com as lojas de desconto, a Target Corporation dirige a Target Financial Services (Serviços Financeiros) que gere o cartão de crédito da Target, o REDcard. TARGET: NÓS TREINAMOS O FBI Talvez a mais estranha singularidade da Target é o facto de se orgulhar de ter um dos melhores laboratórios de investigação forense da nação na sede da sua companhia. Um produto dos seus esforços de evitar roubos nas compras e destruição de propriedade nas suas lojas, a sua mestria em vigilância, tecnologia de investigação e estratégia está a ser avidamente subscrita por agências da lei por toda a nação, incluindo o FBI. A companhia providencia treino para agentes da polícia e federais na investigação e prevenção de tudo, desde fogo posto e roubo a contrabando. A Target faz mais proporcionalmente pela comunidade na forma de doações comunitárias e caridade do que a Wal-Mart e gasta consideravelmente menos a gabar-se disso. De acordo com o sítio web da companhia, que diz que a Target doa mais de 2 milhões de dólares por semana a organizações não governamentais locais e nacionais. A companhia faz doações de 1.000 a 3.000 dólares a organizações comunitárias e os seus clientes podem doar 1% das compras do seu cartão Target REDcard a uma escola local. O sítio web afirma que mais de 154 milhões de dólares foram doados a escolas desde 1997. A companhia também gere a Target House, um complexo residencial de luxo em Memphis onde as famílias podem ficar alojadas enquanto as suas crianças seriamente doentes são tratadas num centro médico nas redondezas. Em comparação, a Wal-Mart, com lucros de 288 mil milhões de dólares em 2005, doou 200 milhões de dólares (ou 0,07 %) para a caridade e organizações em 2005, de acordo com o seu sítio web. Embora muitos clientes e empregados louvem os esforços de caridade da Target, os críticos apontam que a companhia teria um impacto mais positivo nas comunidades se proporcionasse um salário que desse para viver e empregos estáveis aos residentes locais. Seguindo a tendência geral do retalho e do mercado de trabalho estadunidente como um todo, a Target depende dos trabalhadores a tempo parcial. Esse horário pode funcionar bem para estudantes e para pessoas reformadas, mas contribui para uma escassez do trabalho a tempo inteiro, com todos os benefícios, estável, – especialmente em comunidades afectadas devido ao impacto da loja nos negócios locais. «Se eu precisasse de um emprego a tempo inteiro, não poderia trabalhar aqui», disse “Rosa”, uma mulher de 57 anos que trabalha a tempo parcial numa loja da Target em St. Paul perto da sua casa. (O seu nome foi mudado porque ela tem medo de represálias). «Começa a 7,50 dólares por hora [€ 5,85] e só se recebe um aumento de 0,50 dólares [€ 0,39] uma vez por ano. Então quanto tempo é preciso para chegar sequer aos 10 dólares [€ 7,80] por hora! Não se consegue viver disso». DILEMA DE DIVERSIDADE O sítio web da Target afirma que a diversidade é um valor central para os empregados e clientes. Afirma que a Target está acima das médias nacionais em empregar minorias, tanto na força de trabalho total (21%) como em cargos de gestão (38%). Mas isso pode depender da loja. Hesse disse que alguns dos muitos refugiados somalis empregados nas lojas das Cidades Gémeas se queixam da insensibilidade cultural e da discriminação. «Pessoas que entram ao nível de cargos de gestão não sabem simplesmente como lidar com isso, parecem insensíveis aos trabalhadores imigrantes», disse Hesse. «Numa loja, há muitos conflitos entre gerentes e trabalhadores somalis. Eles contratam estes jovens brancos como gerentes e depois eles dirigem uma equipa de somalis com uma atitude muito condescendente». Uma trabalhadora afro-americana na loja de Flagship Roseville no Minnesota (que pediu para o seu nome não ser usado com medo de represálias) afirmou que sente como se estivesse a sofrer constantemente de discriminação racial. Ela afirmou que não existem supervisores negros nos turnos da noite em que ela trabalha. «Existem muitos somalis no turno da noite, mas nenhum supervisor somali». Ela disse que estava farta de jovens “supervisores” brancos a dizerem‑lhe repetidamente para trabalhar mais depressa ou para fazer as coisas de forma diferente. «É a mesma conversa vezes sem conta», disse a mulher de meia‑idade. «Eles tratam-nos como se fôssemos crianças. E eles interpelam‑te em frente de outros membros da equipa e não no escritório ou em privado». Ela pensa que lhe foi dado injustamente um documento da gerência dizendo que ela necessitava de aumentar a sua velocidade de trabalho. «Sinto que fui discriminada porque sou negra», disse ela. «Falei com trabalhadores brancos com quem trabalhava lado a lado, e podia ver que estava a trabalhar tão rápido quanto eles. Perguntei‑lhes se tiveram de assinar o papel [da gerência] dizendo que trabalhavam muito devagar e eles não tiveram. A maioria dos que receberam as notas de “aviso” eram somalis ou afro-americanos como eu». VENCER O RELÓGIO Os trabalhadores geralmente queixam-se da atmosfera de trabalho opressiva e paternalista onde eles são constantemente pressionados para trabalharem mais duramente e depressa e ao mesmo tempo para agirem com boa disposição e investirem no sucesso da loja. O sítio web da companhia gaba-se de que os trabalhadores responderão com velocidade ao “estilo chita” no espaço de 60 segundos às chamadas dos clientes nos telefones vermelhos em toda a loja. Rosa afirmou que os empregados estão constantemente a serem instados a conseguir que os clientes assinem para os Target REDcards; algumas lojas têm quotas semanais. «Eles têm pequenas promoções para empregados, é tão ridículo, ganha-se um doce ou um litro de refrigerante se se angariar dois clientes que subscrevam o cartão», disse. Ela disse que a loja tem geralmente carência de trabalhadores e que se espera que os trabalhadores façam várias tarefas ao mesmo tempo. «Andas a correr de um lado para o outro, sentindo que estás a ser puxado em todas as direcções», disse ela. «Nunca existem pessoas suficientes no piso de vendas. Estás a receber chamadas para te dirigires à caixa registadora, para fazeres reposições [de mercadoria] na sala das traseiras, para lidares com devoluções nos serviços de clientes, tudo ao mesmo tempo. E todo o tempo estás pegar em coisas e a dobrá-las, a tirar coisas do chão. Na minha idade são dias realmente duros, em pé o dia todo naqueles pisos de linóleo. Sinto‑me com dores quando chego a casa. Tenho de tomar Ibuprofen só para poder dormir». John Hayden teve uma experiência semelhante a trabalhar num centro de distribuição da target perto de sua casa em Oconomowoc, no Wisconsin. Depois de deixar o seu trabalho na Target em 2002, foi‑lhe diagnosticada uma hérnia que ele afirma ter sido originada pelo levantamento de cerca de 700 caixas por dia. «Era trabalho duro», disse Hayden, que estava nos seus cinquenta e muitos na altura. «Nunca produzíamos o suficiente para manter os gerentes de nível intermédio felizes. Penso que eles planeiam as coisas dessa maneira – eles querem sempre mais». PODERIA SER DIFERENTE? No mercado de hoje, poderia o retalho ser diferente? Os defensores do trabalho justo pensam que sim. Hesse aponta que em várias mercearias sindicalizadas nas Cidades Gémeas, os pagamentos à hora flutuam entre os 13 e os 17 dólares [€ 10,15 e € 13,27), cerca do dobro dos da Target. Agora a venda de artigos de mercearia pela SuperTarget ameaça a existência das mercearias sindicalizadas. Até outras grandes superfícies conseguiram pagar salários significativamente mais altos e atingir taxas mais elevadas de retenção de empregados. Os preços na Costco Wholesale Corp., o quinto maior retalhista nacional, são competitivos com os da Target e da Wal-Mart, mas pagam a empregados a tempo inteiro uma média de 16 dólares [€12,50] por hora com generosos benefícios de saúde. A Costco consegue isto com uma oferta menor de marcas para cada artigo, mantendo os custos de infra-estrutura baixos e abstendo-se de fazer publicidade; e a companhia também beneficia financeiramente da baixa rotatividade dos empregados. Os advogados laborais também apontam que a The Container Store é conhecida por salários decentes e boas condições de trabalho. «Tornámo-nos numa nação de consumidores, não de cidadãos», disse Hesse. «Precisamos de fazer com que os retalhistas e empregadores tragam de volta o velho contrato social onde se trabalhares arduamente e a tempo inteiro, eles terão de te tratar com algum grau de dignidade e pagarem-te o suficiente para que não precises de te preocupar com as tuas necessidades básicas a toda a hora». Traduzido por Bruno Teixeira |