Informação Alternativa

Estados Unidos da América

08/06/2006

 

BP sob investigação criminal por derramamento no Alasca

 

Mark Tran

The Guardian

 

A gigante petrolífera BP encontra-se sob investigação criminal nos EUA devido a um grande derramamento de petróleo no Alasca em Março que suscitou novas questões sobre a política de segurança da companhia.

 

A BP confirmou que o presidente da BP Alasca, Steve Marshall, enviou um email aos empregados a 30 de Maio lembrando­‑lhes que devem cooperar com os investigadores depois da companhia ter recebido uma ordem do tribunal a 26 de Abril.

 

«O incidente ocorreu em Março e tem sido claro que uma investigação criminal se encontra em curso há já algum tempo», afirmou um porta-voz da BP, David Nicholas.

 

Ele afirmou que Marshall teria enviado um email, reportado primeiro no Financial Times, lembrando o pessoal da empresa para cooperar com os investigadores. Ele salientou que Marshall havia dito que acreditava que qualquer informação providenciada mostraria que as «acções da BP Alaska foram, em todos os momentos, adequadas».

 

A BP recebeu uma ordem do tribunal a 26 de Abril de um Grande Júri Federal do Alasca, ordenando à companhia que entregasse documentos ligados à fuga de petróleo. Os Grandes Júris decide se existe ou não fundamento para acusar formalmente uma companhia ou indivíduos.

 

O relatório de segurança da BP já está ser criticado depois de uma explosão na sua companhia Texas City no Texas, refinaria que matou 15 trabalhadores. A explosão de Março de 2005 levou a uma multa de 21,4 milhões de dólares (11,5 milhões de libras), a maior jamais imposta por reguladores de segurança estadunidenses.

 

A John Brown, administrador executivo da BP, foi pago um bónus de desempenho menor em 2005 comparado com o ano anterior, em parte devido ao desempenho de segurança da BP ter sido “fraco”.

 

Lord Brown recebeu 1,7 milhões de libras o ano passado, abaixo dos 2,2 milhões de libras em 2004.

 

Ambientalistas dizem que o derrame de petróleo no Alasca levanta sérias questões sobre os princípios ambientais da BP. Os Amigos da Terra (Friends of the Earth) também levantaram preocupações sobre o risco de fugas no oleoduto de Baku Ceyhan, o qual passa pelo Azerbaijão, pela Geórgia e pela Turquia.

 

Traduzido por Bruno Teixeira