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19/11/2005
Desculpe,
George, mas faço parte da maioria
Michael Moore
Querido senhor Bush
Gostaria de estender a minha mão e convidá-lo a juntar-se a nós, a maioria
americana. Nós, o povo – isto é, a maior parte da população – compartilhamos
estas opiniões maioritárias:
1. Ir para a guerra foi um erro – um grande erro.
2. Você e sua administração conduziram-nos para esta guerra.
3. Nós queremos que a guerra termine e que as nossas tropas voltem para casa.
4. Nós não confiamos em você.
Ora, sei que é uma pílula amarga de engolir. O Iraque ia ser o seu grande
legado. Não precisava de terminar desse modo.
Nesta semana, quando republicanos e democratas conservadores começaram a
saltar do barco, você fustigou‑os. Você pensou que a pior coisa que
podia dizer-lhes era que estavam «a endossar as posições políticas do Michael
Moore e da ala radical do partido democrata». Quero dizer, é isso o melhor
que você pode fazer para persuadi-los a ficar do seu lado – compará-los
comigo? Você tem que descobrir um melhor vilão. Pelo amor de Deus, mais de
cem milhões de americanos pensam como eu – e você poderia ter escolhido
qualquer um deles!
Mas hei, por que não parar de procurar culpados e fazer a coisa mais óbvia:
junte-se à maioria! Seja um de nós, seus compatriotas norte-americanos! É tão
duro assim? Há realmente outra escolha? George, dê uma volta pelo lado
selvagem!
O seu leal representante da maioria,
Michael Moore
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