|
Informação Alternativa |
|
Estados
Unidos da América |
|
01/12/2005 50 anos, hoje Amigos Acabei de pensar que todos
nós deveríamos parar por um momento hoje para relembrar o simples acto de
coragem, desafio e dignidade protagonizado por Rosa Parks, quando ela se
recusou a ir para a parte de trás de um autocarro porque a lei dizia que ela
tinha a cor de pele errada. Os maiores momentos na história, aqueles que
realmente importaram e nos levaram para um lugar melhor, são ancorados por
estes actos singulares de pessoas comuns que não puderam mais tolerar as
tretas e atitudes sem sentido daqueles que estão no comando. Hoje, seja um estudante que
se manifesta contra os recrutas do exército no colégio, ou a mãe de um
soldado morto que se recusa a deixar o portão da frente do rancho do
presidente, nós continuamos a ser salvos por pessoas corajosas que se expõem
ao ridículo e à rejeição, mas que acabam por virar grandes marés de opinião
pública no sentido do que é correcto. Temos enormes débitos de gratidão para
com essas pessoas. Não é fácil defender o que é certo, especialmente quando
todos estão com medo de deixar o confortável caminho do conformismo. Rosa Parks pode ter estado
sozinha nesse autocarro no momento da sua prisão, mas não ficou sozinha por
muito tempo. A velha ordem foi abalada, o mundo foi revirado e, como povo,
foi-nos dada a oportunidade de um pouco de redenção. Talvez a melhor maneira de
celebrar este dia muito importante da história americana seja perguntar a si
mesmo como pode agir para fazer a diferença hoje. Que risco pode correr para
fazer avançar a bola? Qual é a coisa que tem querido dizer aos seus
companheiros de trabalho ou colegas de classe que tem tido medo de dizer, mas
que no fundo do seu coração você sabe que precisa ser dito? Porquê esperar
outro dia para dizê-lo ou fazê-lo? Provavelmente, não há melhor
maneira de honrar Rosa Parks – e você mesmo – do que pôr fim a uma injustiça
que você vê, não permitindo que ela continue nem por um segundo mais. Faça
algo. Depois mande-me um email (contributions@michaelmoore.com)
e diga-nos o que fez (irei publicar o máximo que puder). Cinquenta anos depois, o
autocarro em que agora nos encontramos poderia ter um pouco mais de gente
simplesmente dizendo: "Não. Desculpe. Já me chega. Não vou aturar
mais." O vosso, Michael Moore |