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15/11/2005 EUA praticam no Iraque o que condenaram a Saddam A revelação, num documentário da RAI italiana, que o exército norte-americano utilizou fósforo branco e napalm na batalha de Falluja, não oferece dúvidas. As imagens revelam corpos
consumidos, mas com as roupas intactas, porque tal é a “inteligência” do
fósforo branco. Declarações de militares norte-americanos confirmam o uso de
napalm na batalha. Os desmentidos de Washington não desmentem nada. Tentam
desesperadamente minimizar a força das imagens, fotografias e documentos
revelados pela televisão italiana. A verdade, nua e crua, é
simples: as tropas de G. W. Bush usaram no Iraque precisamente as armas que
não encontraram nos desertos da Mesopotâmia, e que acusariam Saddam Hussein. Mais: o Império comportou-se
em Fallujah exactamente como, anos antes, o fizera o ditador de Bagdad, em
várias aldeias curdas e do Sul do país. Com a mesma ferocidade e indiferença
à condição humana. O paradoxo não poderia,
aliás, ser mais brutal: o primeiro julgamento de Saddam Hussein incide,
precisamente, sobre o uso de armas químicas na chacina de uma população xiita
do Sul do Iraque. Por causa dessa acusação concreta, tipificada como crime
contra a Humanidade, o antigo ditador incorre no risco de aplicação de pena
capital. É caso para perguntar, “já agora, cadê o outro”? Para quando um
Tribunal Internacional Penal que julgue os crimes do imperador? ________ O documentário pode ser visto em http://www.rainews24.rai.it/ran24/inchiesta/default_02112005.asp (n. IA) |