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União
Europeia |
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13/12/2005 A
União Europeia autorizou por escrito as prisões secretas da CIA a partir de Janeiro de 2003 Os governos europeus, que multiplicaram os pedidos de explicações
após a “descoberta” de prisões secretas da CIA nos seus próprios territórios,
ficaram estranhamente satisfeitos com as respostas evasivas de Condoleezza
Rice. É que a senhorita secretária de Estado pôs‑lhes sob o nariz
um documento comprometer: as minutas da reunião conjunta do Conselho de
Ministros da União Europeia de Justiça e Assuntos Internos e de
representantes do departamento estadunidense da Justiça, realizada em Atenas
a 22 de Janeiro de 2003. Este documento secreto, intitulado Nova Agenda
Transatlântica (New Transatlantic Agenda), compreende diversos
compromissos visando alinhar as legislações europeias com o US Patriot Act.
No mesmo pode ler‑se que os europeus autorizam «o aumento do uso das
facilidades de trânsito para ajudar ao regresso de criminosos ou de
estrangeiros não‑admissíveis» (increased use of European transit
facilities to support the return of criminal/inadmissible aliens).
Resumidamente, os “voos da tortura” e as prisões secretas da CIA na Europa
foram autorizados em pleno conhecimento de causa e por escrito. O Réseau Voltaire já tinha relatado nas suas colunas como Nicolas Sarkozy e Dominique Perben tinham adaptado a legislação francesa às exigências dos EUA (cf. La loi Ashcroft-Perben II e La France autorise l’action des services US sur son territoire). As nossas revelações não tinham sido entendidas à época, tinham mesmo sido qualificadas como «exageradas» por um sindicato de magistrados. |