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04/08/2005 O ocaso da era do petróleo Michael T. Klare * TomDispatch; retirado de Resistir.info Vários acontecimentos recentes, tais como os persistentes altos
preços da gasolina, avisos sem precedentes da Secretaria da Energia e das
grandes companhias petrolíferas, a breve pretensão da China em relação à
American Unocal Corporation, sugerem que estamos a ponto de entrar no Ocaso
da era do petróleo, uma época de escassez crónica de energia e estancamento
económico, assim como de crises e conflitos constantes. O petróleo não
desaparecerá durante este período, ainda estará disponível no posto de
gasolina mais próximo para aqueles que puderem pagá-lo, mas não será barato
nem abundante como foi durante os últimos 30 anos. A cultura e o estilo de
vida que associamos com os bons tempos da Era do petróleo, automóveis grandes
e SUVs que bebem muita gasolina, extensos bairros suburbanos, grandes centros
comerciais, férias a conduzir através do campo, etc., deixarão lugar para um
modelo de vida mais sóbrio baseado numa rigorosa dieta de gasolina. Se bem
que os norte-americanos continuarão a consumir uma proporção diária do
petróleo mundial muito maior que os outros, terão que competir fortemente com
os consumidores de outros países, incluindo a China e a Índia, para ter
acesso ao abastecimento cada vez mais escasso. O conceito de “ocaso” do petróleo deriva daquilo que se conhece
quanto à equação da oferta e da procura mundial. Os peritos em energia há
muito que reconheceram que a produção mundial de petróleo chegará algum dia a
um momento máximo (o “pico”) de produção diária, seguido de uma queda cada
vez mais brusca de fornecimento. Mas enquanto o conceito básico de pico de
produção ganhou uma aceitação mundial significativa, ainda existe muita
confusão acerca do seu carácter real. Muita gente que manifesta familiaridade
com o conceito tende a ver o pico de produção como um pináculo definido, com
uma produção mundial a crescer até um cume num mês, caindo bruscamente no
seguinte; e se voltarmos o olhar uns cem anos para trás, as coisas podem
parecer assim. Mas para aqueles de nós que estão neste momento do tempo,
experimentaremos esse pico de produção como algo mais parecido a um patamar
rochoso, um período de tempo amplo, talvez várias décadas, durante o qual a
produção de petróleo mundial permanecerá nos mesmos níveis actuais ou
semelhantes, mas que não conseguirá a elevada produção considerada necessária
para satisfazer as futuras procuras mundiais. Os resultados serão altos
preços permanentes, intensa competição internacional pelos fornecimentos
disponíveis, e escassez periódica provocada por tensões políticas e sociais
nos países produtores. A ERA DO PETRÓLEO FÁCIL TERMINOU O ocaso da era do petróleo, como o denominei, é muito provável que
se caracterize por uma crescente politização da política do petróleo e pelo
constante uso da força militar para ganhar o controle dos fornecimentos
disponíveis. Isto é assim porque o petróleo, entre todas as matérias-primas
comerciais, é considerado como um material estratégico; algo tão vital para o
bem estar da economia de uma nação que se justifica o uso da força para
assegurar a sua disponibilidade. Que os países estejam preparados para ir à
guerra pelo petróleo não é um fenómeno propriamente novo. Conseguir petróleo
estrangeiro foi um factor significativo na Segunda Guerra Mundial e na Guerra
do Golfo de 1991, para dar dois exemplos; mas é provável que cada vez mais
chegue a fazer parte do nosso mundo num período de crescente competição e
diminuição do abastecimento. Esta nova era não começará com um único incidente bem definido e
sim, antes, com uma série de acontecimentos que sugerirão a transição de um
período de relativa abundância para um período de perpétua escassez. Estes
acontecimentos tomarão uma forma tanto política como económica: por um lado,
o aumento dos preços da energia e fornecimentos contratados, e por outro,
mais crises diplomáticas e de forças militares. Recentemente fomos
testemunhas de exemplos significativos de ambas. No aspecto económico, os sinais mais importantes foram dados pelo
crescente preço do petróleo bruto e pelos avisos da diminuição da produção no
futuro. O barril do bruto custa agora pouco mais de US$60, aproximadamente o
dobro do que custava há um ano, e muitos peritos acreditam que o preço subirá
muito mais se a situação do abastecimento continuar a deteriorar-se. «Entrámos
numa nova era dos preços do petróleo», disse o perito em energia Daniel
Yergin numa entrevista em Abril à revista Time [1]. Se os mercados
permanecem tão ajustados como na actualidade, «veremos muito mais
volatilidade, e poderemos ver os preços subirem até US$65 ou US$80». Os analistas da Goldman Sachs [2] são até mais pessimistas,
sugerindo que o petróleo pode chegar a um preço de até US$105 por barril num
futuro próximo. «Acreditamos que o mercado do petróleo entrou nas primeiras
etapas do que chamamos o período do super-pico», informaram em Abril, com
preços elevados mantendo‑se por um período de tempo de vários anos. Naturalmente, anteriormente o mundo já experimentara vários picos de
preços, o mais notável em 1973-74 após a Guerra de Outubro entre o Egipto e
Israel e o embargo do petróleo árabe, bem como em 1979‑80 após a
Revolução Iraniana, mas agora é mais provável que os preços altos se
mantenham indefinidamente do que baixem como no passado. Isto é assim porque
a nova produção (em lugares como o Mar Cáspio e na Costa Ocidental Africana)
não chega suficientemente rápida ou com a força suficiente para compensar a
diminuição da produção de poços mais velhos como os da América do Norte ou do
Mar do Norte. Além disso, é cada vez mais evidente que produtores
incondicionais como a Rússia ou a Arábia Saudita esgotaram muitos dos seus
poços mais prolíficos e já não são capazes de aumentar a produção de maneira
significativa. Até há pouco, considerava-se uma heresia que dirigentes da indústria
petrolífera ou corpos governamentais como o Departamento de Energia dos EUA
reconhecessem a possibilidade de uma redução a curto prazo dos fornecimentos
de petróleo. Mas vários acontecimentos recentes assinalam a ruptura do
consenso dominante. A 8 de Julho, o secretário da Energia, Samuel Bodman, declarou a
repórteres do diário Christian Science Monitor [3] que a era do
petróleo barato e abundante podia ter terminado. «Pela primeira vez na minha
vida», declarou, «os principais fornecedores de petróleo, como a Arábia
Saudita, estão exactamente no limite quanto à sua capacidade para satisfazer
a crescente procura mundial de energia». Apesar do grande aumento na procura
internacional, destacou Bodman, «os mais importantes produtores do mundo não
são capazes de aumentar substancialmente a sua produção, e por isso
deveríamos esperar uma tendência para a alta nos preços da gasolina». «Estamos
perante uma nova situação», declarou. «É muito provável que pelo menos num
prazo curto tenhamos que enfrentar um regime de preços diferente do que temos
visto até agora». Uma semana mais tarde, o gigante petrolífero Chevron publicou um
anúncio [4] no New York Times, no Wall Street Journal e em
outras publicações importantes para assinalar a sua preocupação com o
iminente aperto energético. «Uma coisa é clara», dizia o anúncio, «a era do
petróleo fácil terminou». Isto foi uma admissão extraordinária feita por uma
importante companhia petrolífera. O anúncio continuava dizendo «que muitos
dos poços de gás e de petróleo do mundo amadureceram» e que «novos
descobrimentos de energia estão ocorrendo em lugares onde é difícil a
extracção, fisicamente, economicamente e inclusive politicamente». De forma
igualmente reveladora, o anúncio indicava que o mundo consumirá
aproximadamente um trilião de barris durante os próximos 30 anos, tanto petróleo
por explorar como o que se crê que jaz nas reservas mundiais conhecidas e “provadas”.
A ONDA EXPANSIVA DO PETRÓLEO Estes e outros relatórios recentes de fontes comerciais e
industriais sugerem que a redução antecipada da produção mundial de petróleo
terá graves consequências económicas. Se os preços subirem até US$100 por
barril, como sugeria a Goldman Sachs, uma recessão económica mundial é quase
inevitável. Ao mesmo tempo, uma diminuição da produção terá seguramente
consequências políticas e militares significativas, como sugeriram outros
acontecimentos recentes. O mais notável deles, naturalmente, foi o grande alvoroço provocado
pela oferta de 18,5 mil milhões de dólares por parte da Chinese National
Offshore Oil Corporation (CNOOC) [5] para a aquisição da Unocal, companhia
com base nos EUA que anteriormente era conhecida como Union Oil Company of
California. A Unocal é proprietária de substanciais reservas de petróleo e
gás na Ásia e fora originalmente cortejada pela Chevron que havia oferecido
16,5 mil milhões de dólares pela mesma em princípios deste ano. O facto de
uma empresa chinesa estar preparada para fazer uma oferta mais alta do que
uma poderosa firma norte‑americana para controlar uma importante
companhia petrolífera com base nos EUA é imensamente significativo em termos
puramente económicos. Desde então abandonado pelos chineses [6], devido à feroz oposição
política norte-americana, o esforço, se se houvesse consumado, teria
representado a maior transacção já feita por uma companhia chinesa nos EUA.
Mas a oferta desencadeou um intenso debate político e a resistência de
Washington devido aos laços que unem a CNOOC ao governo chinês (pertence ao
estado em 70%) e porque a principal matéria‑prima implicada, o
petróleo, é considerado vital para a economia estadunidense e não tão
abundante como se supunha a princípio. Temendo que a China ganhasse o
controle sobre valiosas fontes de petróleo e gás que alguma dia seriam
necessários para os EUA ou para aliados asiáticos, políticos conservadores [7]
procuraram bloquear a aquisição da Unocal por parte da COONC transformando o
assunto em caso de segurança nacional. «Isto é um assunto de segurança nacional», disse o antigo director
da CIA R. James Woolsey [8] quando testemunhou perante o Comité de Defesa do
Senado em Julho último. A China está a seguir uma estratégia nacional de
dominação dos mercados energéticos e domínio estratégico do oeste do
Pacífico, uma estratégia, argumentou, que poderia ser reforçada de maneira
muito importante com a aquisição da Unocal por parte da COONC. Vista desta
perspectiva, a oferta da CNOOC foi considerada uma ameaça aos interesses de
segurança dos EUA e por isso podia ter sido bloqueada pelo Congresso ou pelo
Presidente. A ideia de bloquear uma transação mercantil de um importante
associado do comércio exterior dos EUA choca com a doutrina económica
reinante do livre comércio e da globalização. Entretanto, ao invocar
considerações de segurança nacional, o presidente recebe o poder de proibir a
aquisição de uma companhia estadunidense de acordo com o Acto de Produção de
Defesa de 1950, uma medida da Guerra Fria concebida para impedir a
transferência de tecnologias avançadas para a União Soviética e os seus
aliados. Isto é precisamente o que se propunha a fazer a grande maioria da
Câmara dos Representantes. A 30 de Junho, a Câmara adoptou uma resolução
declarando que a absorção da Unocal por parte da CNOOC podia «prejudicar a
segurança nacional dos EUA» e por esta razão devia ser proibida pelo
Presidente nos termos da lei de 1950. Esta perspectiva chegou a projecto de
lei de diversos assuntos de energia adoptados pelo Congresso antes das férias
de verão. Citando aspectos potenciais de segurança nacional nesta matéria, o
projecto de lei impunha uma revisão federal obrigatória de 120 dias da oferta
da CNOOC, assegurando efectivamente a sua liquidação. Mais evidência da crescente amálgama de temas dentre energia e
política de segurança nacional pode ser encontrada no Relatório de 2005 do
Pentágono [9] sobre o poder militar chinês, emitido em 20 de Julho. Enquanto
em anos anteriores este relatório centrava-se principalmente na aparente
ameaça da China contra a ilha de Formosa, a edição deste ano presta muito
mais atenção às implicações militares da crescente dependência da China em petróleo
e gás natural importados. «Esta dependência de recursos e energia
estrangeiros... está a desempenhar um importante papel na configuração da estratégia
e da política chinesa», salienta o relatório. «Tais preocupações são um
factor importante nas relações de Pequim com Angola, Ásia Central, Indonésia
e Médio Oriente (incluindo Irão), Rússia, Sudão e Venezuela... A crença de
Pequim de que necessita destas relações especiais para assegurar o seu acesso
à energia poderia configurar a sua estratégia defensiva e planificação de
força no futuro». A versão desclassificada do relatório do Pentágono não explica que
passos daria Washington em resposta a estes acontecimentos, mas as
implicações são óbvias. Os EUA têm que reforçar o seu próprio exército em
regiões chave produtoras de petróleo para afastar qualquer intenção da China
de domínio ou controle destas áreas. A seriedade com que os políticos vêem esta evolução dos
acontecimentos relacionados com a energia revela‑se ainda mais em
outro facto recente: O primeiro “jogo de guerra” de alto nível baseado numa
crise de petróleo no estrangeiro. Conhecido como “Onda de choque petrolífero”,
(“Oil Shockwave”) [10], este extraordinário exercício foi presidido pelos
senadores Richard Lugar de Indiana e Joe Lieberman de Connecticut e contou
com a participação de figuras proeminentes, como o antigo director da CIA
Robert M. Gates, o antigo comandante geral do Exército P. X. Kelley e o
antigo conselheiro de economia nacional Gene B. Sperling. Segundo os seus
patrocinadores, o jogo destina-se a determinar que passos os EUA adoptariam
para mitigar o impacto de uma interrupção de envio e de produção
estrangeiros, como pode ocorrer devido a uma guerra civil na Nigéria ou a um
aumento do terrorismo na Arábia Saudita. A resposta: “praticamente nada”. «Uma
vez interrompido o fornecimento de petróleo», concluíram os participantes, «há
muito pouco que possa ser feito num prazo curto para proteger a economia dos
EUA do seu impacto, incluindo preços de gasolina superiores a 5 dólares por
galão (3,78 litros) e uma aguda pioria no crescimento económico, que potencialmente
implica uma recessão». Não surpreende pois que o resultado deste exercício tenha produzido
um grande alarme entre os participantes. «A simulação serve como um aviso
claro de que inclusive uma redução relativamente pequena no fornecimento de
petróleo resultaria em tremendos problemas de segurança nacional e económicos
para o país», disse Robbie Diamond de Assegurando o Futuro Energético da
América (Securing America’s Energy Future), um dos principais patrocinadores
do evento. «Este tema merece atenção imediata». ENTRANDO NA ERA DAS GUERRAS POR RECURSOS Pelo que se conhece do exercício “Onda de choque petrolífero”, ele
não considerava o uso da força militar para enfrentar os acontecimentos
imaginados. Mas se a história recente é uma indicação, esta seguramente será
a opção que os políticos dos EUA contemplarão no caso de uma crise real. De facto é uma política oficial dos EUA, consagrada na “Doutrina
Carter” de 23 de Janeiro de 1980, usar a força militar quando for necessário
resistir a qualquer ataque hostil que impeça o fluxo de petróleo do Médio
Oriente. Este princípio foi invocado pela primeira vez pelo presidente Reagan
a fim de permitir a protecção de petroleiros kuwaitianos por forças dos EUA
durante a Guerra Irão-Iraque de 1980-88 e pelo presidente Bush pai para
autorizar a protecção da Arábia Saudita por forças dos EUA durante a primeira
Guerra do Golfo de 1990‑91. No mesmo princípio básico repousa o
embargo militar e económico ao Iraque desde 1991 até 2003, e quando esta
postura não alcança os resultados previstos de uma “mudança de regime”,
utilizam a força militar para provocá‑lo. Uma dependência semelhante na força seria indubitavelmente o
resultado de pelo menos um dos acontecimentos chave imaginados no exercício
da “Onda de choque do pico petrolífero”: ataques terroristas na Arábia
Saudita que levem a uma evacuação maciça de trabalhadores estrangeiros dos
campos de petróleo e a uma paralisação da produção saudita. É inconcebível
que Bush ou o seu sucessor se abstenham de usar a força militar nessa
situação, tendo em conta a presença histórica de tropas dos EUA dentro do
país e em particular em torno dos campos petrolíferos sauditas. Ao determinar o cenário para a sua crise simulada, a “Onda de choque
do pico petrolífero” identificou uma série de condições que proporcionam uma
antecipação viva do que podemos esperar durante o Ocaso da era do petróleo: – Preço do barril de petróleo que exceda os US$150. – Preços da gasolina de US$ 5 por galão ou superiores. – Uma subida do índice de preços no consumidor de mais de uns 12%. – Uma longa recessão. – Uma baixa de mais de 25% no índice de bolsa Standard & Poor
500. – Uma crise com a China acerca de Formosa. – Uma tensão crescente com a Arábia Saudita sobre a política dos EUA
para com Israel. Não se pode prever neste momento que experimentemos ou não estas
condições precisas, o que é incontestável é que uma redução da produção
mundial de petróleo produzirá cada vez mais acontecimentos graves desta
classe e, num mundo mais tenso e desesperado, quase com certeza existirá a
ameaça de guerras por recursos de todas as classes. Esta não será uma
situação temporária da qual possamos esperar recuperar‑nos
rapidamente. Será um estado de coisas semi-permanente. Finalmente, é claro, a produção mundial de petróleo não
estará simplesmente estancada como no Ocaso da Era do Petróleo, começará sim
um declínio gradual e irreversível que conduzirá ao fim da Era do Petróleo. O
difícil e perigoso que possa resultar esta Era, e a rapidez com que chegará ao seu fim dependerá de um factor chave: a rapidez
com que comecemos a reduzir a nossa
dependência do petróleo como principal fonte de energia e comecemos a
transição rumo a combustíveis alternativos. Esta transição não se pode evitar,
ela chegará estejamos ou não preparados para ela. A única maneira que temos
de evitar as suas consequências mais
dolorosas é começar rapidamente a lançar as bases de uma economia pós-petróleo. ________ [*] Catedrático de Estudos sobre Paz e
Segurança Mundial no Colégio Hampshire e autor de Blood and Oil: The
Dangers and Consequences of America's Growing Dependence on Imported
Petroleum (Owl Books) bem como de Resource Wars, The New Landscape of
Global Conflict. [1] Amy Feldman e Daniel Yergin, Entering
a new oil era. Time, 17/04/2005. [2] Reuters staff, Goldman Sachs: Oil could spike
to $105. Energy Bulletin, 31/03/2005. [3] David Cook, Samuel Bodman: US
energy secretary says increased world oil demand means a whole new world of
oil price increases. The Christian Science Monitor, 08/07/2005. [4] http://www.willyoujoinus.com/advertising/print/ [5]Leslie Wayne e David Barboza, “Unocal deal:
a lot more than money is at issue. The New York Times, 24/06/2005. http://www.truthout.org/cgi-bin/artman/exec/view.cgi/37/12139 [6] Loretta Ng e Wing-Gar Cheng, Cnooc
drops $18.5 bln Unocal bid amid U.S. opposition. Bloomberg, 02/08/2005. [7] Criticism widespread
for China Unocal deal. Fox News, 13/07/2005. [8] Steve Lohr, “Unocal bid denounced at
Hearing”. The New York Times, 13/07/2005. http://search.theledger.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20050714/ZNYT01/507140447/1001/BUSINESS [9] http://www.defenselink.mil/news/Jun2000/china06222000.htm |