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19/01/2007
Viagem impossível Amira Hass Todas as promessas de relaxar as restrições na Cisjordânia obnubilaram a verdadeira imagem. Alguns bloqueios rodoviários foram removidos, mas as proibições seguintes permanecem vigentes. (Esta informação foi recolhida pelo Haaretz, pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários e pelo Machsom Watch) PROIBIÇÕES PERMANENTES – Os palestinianos da
Faixa de Gaza estão proibidos de ficar na Cisjordânia. – Os palestinianos estão
proibidos de entrar em Jerusalém Este – Os palestinianos da Cisjordânia
estão proibidos de entrar na Faixa de Gaza através do passo fronteiriço de
Erez. – Os palestinianos estão
proibidos de entrar no Vale do Jordão. – Os palestinianos estão
proibidos de entrar nas aldeias, terras, cidades e comunidades ao longo da “linha
de costura” entre a barreira de separação e a Linha Verde (cerca de 10% da
Cisjordânia). – Os palestinianos que
não são residentes das localidades de Beit Furik e Beit Dajan, no distrito de
Nablus, e Ramadin, a sul de Hebron, têm proibida a entrada. – Os palestinianos estão
proibidos de entrar na zona de colonatos (mesmo se as suas terras se
encontram dentro da área de construção dos colonatos). – Os palestinianos estão
proibidos de entrar em Nablus num veículo. – Os palestinianos residentes
em Jerusalém estão proibidos de entrar na zona A (cidades palestinas na Cisjordânia) – Os residentes da
Faixa de Gaza estão proibidos de entrar na Cisjordânia através do posto
fronteiriço de Allenby. – Os palestinianos estão
proibidos de viajar para o estrangeiro através do Aeroporto Ben‑Gurion. – As crianças com menos
de 16 anos estão proibidas de deixar Nablus sem um certificado de nascimento
original e acompanhamento parental. – Os palestinianos com
licença de entrar em Israel estão proibidos de fazê-lo através das passagens
utilizadas pelos israelenses e pelos turistas. – Os residentes de Gaza
estão proibidos de estabelecer residência na Cisjordânia. – Os residentes da
Cisjordânia estão proibidos de estabelecer residência no Vale do Jordão, em
comunidades localizadas na linha de costura ou nas localidades de Beit Furik
e Beit Dajan. – Os palestinianos estão
proibidos de transportar mercadorias e carga através dos postos de controle
internos na Cisjordânia. PROIBIÇÕES PERIÓDICAS – Os residentes de
certas zonas da Cisjordânia estão proibidos de viajar para o resto da
Cisjordânia. – Pessoas de um certo grupo
etário – principalmente homens entre 16 a 30, 35 ou 40 anos – estão proibidas
de sair das zonas onde residem (usualmente Nablus e outras cidades no norte
da Cisjordânia). – Os carros particulares
não podem cruzar o posto de controle Swahara-Abu Dis (que separa o norte e o
sul da Cisjordânia). Esta proibição foi cancelada pela primeira vez há duas
semanas pelo plano de redução de restrições. PERMISSÕES DE VIAGEM
REQUERIDAS – Um cartão magnético (destinado
à entrada em Israel, mas que facilita a passagem através dos postos de
controle na Cisjordânia). – Uma permissão de
trabalho para Israel (o empregador deve ir aos escritórios da administração
civil e solicitá‑lo). – Uma permissão para
receber tratamento médico em hospitais israelenses e palestinos em Jerusalém
Este (O solicitante deve apresentar um convite do hospital, os seus
antecedentes médicos completos e provar que o tratamento que está a procurar
não se pode obter nos territórios ocupados). – Uma permissão para
cruzar os postos de controle do Vale do Jordão. – Uma permissão de
comerciante para transportar mercadorias. – Uma permissão para
poder trabalhar as terras ao longo da linha divisória requer um formulário do
escritório de registro de terras, um título notarial e uma prova de parentesco
em primeiro grau do dono da propriedade registrada. – Uma permissão para a
linha divisória (para parentes, equipas médicas, trabalhadores da construção,
etc. Aqueles que possuem a permissão devem entrar e sair através da mesma
passagem, mesmo se estiver longe ou fechar cedo). – Permissões para
passar de Gaza para a Cisjordânia através de Israel. – Certificado de
nascimento para crianças abaixo dos 16 anos. – Um bilhete de
identidade de residente de longa data para aqueles que vivem em enclaves
dentro da linha divisória. BARREIRAS E POSTOS DE
CONTROLE – Contavam-se 75 postos
de controle na Cisjordânia a 9 de Janeiro de 2007.. – Há uma média de 150
postos de controle móveis por semana (estimados em Setembro do 2006). – Há 446 obstáculos
localizados entre estradas e localidades, incluindo blocos de betão, baluartes
de terra, 88 portões metálicos e 74 quilómetros de vedação ao longo das
estradas principais. – Há 83 portões metálicas
ao longo da barreira de separação, dividindo terras dos seus proprietários.
Só 25 dos portões se abrem ocasionalmente. PRINCIPAIS ESTRADAS
FECHADAS AOS PALESTINIANOS, OFICIALMENTE OU NA PRÁTICA – Estrada 90 (estrada que
atravessa o Vale do Jordão) – Estrada 60, no norte
(desde a base militar de Shavei Shomron, a oeste de Nablus e para o norte) – Estrada 585 ao longo
dos colonatos de Hermesh e Dotan. – Estrada 557 a oeste do
entroncamento Taibeh/Tul Karm (a Linha Verde) para Anata (excluindo os
residentes de Shufa), e para leste desde o sul de Nablus (o posto de controle
de Hawara) até ao colonato Elon Moreh. – Estrada 505, de
Zatara (entroncamento de Nablus) a Ma’ale Efraim. – Estrada 5, do entroncamento
Barkam até à Linha Verde. – Estrada 446, do entroncamento
de Dir Balut até à estrada 5 (pelos colonatos Alei Zahav e Peduel). – Estradas 445 e 463 em
torno dos colonatos Talmon, Dolev e Nahliel. – Estrada 443, de
Maccabim-Reut a Givat Ze’ev. – As ruas da Cidade
Velha de Hebron. – Estrada 60, do colonato
de Otniel para o sul. – Estrada 317, em torno
dos colonatos das Colinas ao sul de Hebron. TEMPO DE VIAGEM ANTES
DE 2000 E AGORA Tul karm-Nablus Antes: meia hora, no
máximo. Agora: pelo menos uma
hora. Tul karm-Ramala Antes: menos de uma
hora. Agora: duas horas. Beit Ur al-Fawqa-Ramala Antes: 10 minutos. Agora: 45 minutos. Katana/Beit
Anan-Ramallah Antes: 15 minutos. Agora: De uma hora a 90
minutos Bir Naballah-Jerusalém Antes: sete minutos. Agora: uma hora. Katana-Jerusalém Antes: cinco minutos. Agora: “Já ninguém vai
a Jerusalém”. |