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Iraque |
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14/05/2006 EUA enviou para a guerra soldados com problemas mentais Os Estados Unidos enviaram para o Iraque e mantiveram em combate
soldados com problemas psicológicos graves, apesar dos comandos militares
estarem conscientes das suas doenças, noticiou hoje o diário The Hartford
Courant do estado de Connecticut. O jornal cita declarações de familiares dos soldados e militares,
que referem que os comandos das forças armadas norte‑americanas não
cumpriram as normas sobre o tratamento de tropas não aptos mentalmente para o
combate. Apesar do Congresso ter ordenado em 1997 a avaliação mental de todos
os efectivos destacados nas zonas de combate, até Outubro de 2005 só um em
cada 300 foi visto por um especialista antes de iniciar a sua missão no
Iraque, segundo estatísticas do próprio Pentágono. Em 2005 suicidaram-se no Iraque 22 soldados norte-americanos, o que
representa a mais alta taxa de suicídios desde o início da guerra em 2003. O mais preocupante, segundo a mesma fonte, é que alguns dos
efectivos que se suicidaram mostravam sinais claros de problemas mentais e
foram tratados com anti‑depressivos, sem que antes fosse avaliado o
seu estado de saúde. O jornal acrescenta que as autoridades militares estão a reenviar
para o Iraque soldados com transtorno de stress pós‑traumático, apesar
de ser proibido pelo Pentágono. Os peritos consultados pelos jornais alertaram que o envio de militares com problemas psicológicos pode provocar o aumento de suicídios, incidentes violentos entre os próprios soldados e ainda acidentes e erros vitais que podem pôr em risco as operações de combate. |