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09/11/2005 A advogada Andrew Stromotich Dahr Jamail’s Iraq Dispatches – Covering
Iraq No dia 29 de Setembro de 2005, pouco depois das 8 da noite, Amal
Kadhum Swadi, e o seu filho mais novo, Safa, foram presos por forças de EUA,
no distrito Ghazaliya de Bagdade, acusados de ter colocado um artefacto
explosivo improvisado. Acabavam de sair da sua casa de Bagdade com outros membros da
família e tinham aberto a porta da sua garagem para tirar o carro familiar,
quando múltiplos Humvees e numerosos soldados dos EUA fortemente armados
irromperam em redor da família Swadi de armas em riste. Aureolados pelos faróis e rodeados por soldados agitados, mãe e filho foram separados um do outro e ocultados da vista dos demais membros da família por trás de um muro de soldados e humvees. Os olhos foram vendados e foram algemados firmemente com as tiras de plástico e os capuzes que se transformaram em poderosos símbolos da desumanização dos iraquianos sob a ocupação. A Sra. Swadi e Safa foram obrigados a agachar-se no aterro sujo da
estrada enquanto Zaid, o seu filho mais velho, recebia um recibo manuscrito
respeitante à sua mãe e ao seu irmão. Enquanto Zaid gritava para a multidão
de soldados, tentando obter uma resposta da sua mãe, a Sra. Swadi e Safa
estavam a ser arrumados em humvees para serem levados à Instalação de
Detenção do Aeroporto [1] para ulterior processamento, deixando Zaid numa
nuvem de pó, segurando o seu recibo e tentando consolar a sua irmã em
lágrimas. Encontrei‑me pela primeira vez com Amal Swadi [2] em Istambul
na sessão culminante do Tribunal
Mundial sobre o Iraque. Swadi fazia parte da delegação iraquiana
convidada a testemunhar sobre as suas experiências de ocupação; como advogada
representante de mulheres detidas em Abu Ghraib e em outros lugares de
detenção dos EUA e da Grã-Bretanha no Iraque, Swadi foi lá para falar sobre o
estado de degeneração dos direitos humanos. Como descobri, Swadi [3] não é uma estranha nem para a ocupação, nem
para os media [4] que a cobrem. Como advogada disposta a confrontar a massa
da ocupação, é bem conhecida pela sua franca defesa dos desafortunadas apanhados
na maquinaria da ocupação. Amal Swadi tem 52 anos, e foi acompanhada ao tribunal de Istambul
pela sua filha, e pelo seu filho mais velho Zaid, que também é advogado. Na
celebração de abertura do acontecimento, fui apresentado à Sra. Swadi e a
Zaid, cujo amor e respeito pela sua mãe se fizeram óbvios instantaneamente.
Estudou-me de perto enquanto era apresentado, e quando estiquei a mão para
estreitar a da sua mãe, sorriu‑me e tomou‑a calorosamente. A Sra. Swadi, uma modesta mulher religiosa, perdoou de imediato a
minha falta de entendimento da cultura islâmica, e depois de uma breve
conversa, aceitou ser entrevistada (o vídeo desta entrevista poderá ser visto
em breve). A participação da senhora Swadi em investigações relacionadas com as
prisioneiras da ocupação começou quando a informaram sobre uma mensagem que
as mulheres detidas em Abu Ghraib tentavam fazer chegar à resistência. A
mensagem, que se tornou do conhecimento público nas ruas de Bagdade, rogava à
resistência que atacasse Abu Ghraib com foguetes, pois as mulheres retidas no
seu interior tinham abandonado toda a esperança, e já não podiam continuar a
resistir aos brutais abusos e torturas que lhes eram infligidos diariamente.
No islão, como no cristianismo, o suicídio é um pecado máximo, assim estas
mulheres estavam a pedir que as matassem. Desde então, Swadi trabalhou
incansavelmente pelo reconhecimento e a libertação dessas detidas (na altura
em que a conheci, representava nove dessas mulheres das sombras). A senhora Swadi falou‑me das suas visitas a Abu Ghraib, e das
dificuldades que experimentou ao tentar obter acesso às mulheres retidas no
interior, incluindo a completa negação pelas forças dos EUA da existência das
mulheres. Quando as tentativas de intimidá-la não deram resultado, guardas
desdenhosos simplesmente a ignoraram. Ao voltar a Abu Ghraib para uma segunda
visita, foi acompanhada por uma determinação forjada na noite anterior
passada em claro. A sua resolução acabou por ser recompensada, e depois de
esperar todo o dia num dos pátios do complexo sob o sol do deserto, sem água
nem comida, foi‑lhe finalmente permitido o acesso às suas clientes
(seis no total). Swadi contou‑me que a emoção da experiência foi
sufocante, e que veio abaixo e soluçou juntamente com a primeira detida que
lhe apresentaram. As detidas foram‑lhe apresentadas numa pequena sala de
cimento escuro que parecia ter sido preparada para interrogatórios. Através
de uma pesada porta, as mulheres foram escoltadas à sala atrás de uma cadeira
e secretária. Os guardas que a acompanhavam mantiveram‑se a uns
centímetros dessas almas quebradas ao longo das visitas (é referido como
estar “no controlo” do seu sujeito). A primeira detida apresentada era uma jovem mulher nos seus 20 anos.
Estava em pobre condição, pálida e descarnada, mal capaz de estar em pé, e
parecia sofrer de um colapso mental. A mulher olhava para o chão, e quando
finalmente olhou para cima e viu a sua visitante do mundo exterior, as duas
vieram abaixo. Durante a sua breve entrevista, estorvada não só pelos captores da
mulher que rondavam permanentemente a tão só centímetros de distância, mas
também pela voz frágil e trémula da mulher, Swadi escutou como o jovem filho
e o irmão desta mulher foram assassinados à sua frente durante uma incursão
no seu lar conduzida pelas forças dos EUA. Tinha uma ferida rudimentarmente
suturada ao longo do seu antebraço, causada pela baioneta de um soldado
envolvido na incursão. Desde a sua detenção, a mulher tinha sido mantida nua numa pequena
cela de cimento, sem cama nem casa de banho propriamente ditas. A mulher
falou de violações e torturas às mãos dos seus captores americanos e
iraquianos. Com a apresentação ao Congresso [dos EUA] das imagens de mulheres
iraquianas obrigadas a despir-se enquanto soldados dos EUA apontavam armas às
suas cabeças, e com o reconhecimento do próprio Pentágono das violações nos
seus centros de detenção, não é difícil dar crédito às afirmações da senhora
Swadi. O general Antonio Taguba [5], nomeado para dirigir a investigação do
Pentágono sobre as alegações de torturas e abusos em Abu Ghraib (que se
limitou à investigação de membros da 800ª Brigada da Polícia Militar [6]),
reconheceu que soldados dos EUA participaram em violações na prisão. Este
reconhecimento deu‑se na forma de um memorando interno do Pentágono no
qual o general Taguba se referiu a imagens de guardas americanos «tendo sexo»
com detidas iraquianas [7]. A escolha de linguagem de Taguba quando se refere
a violações é reveladora, e clarifica ainda mais a atitude descontraída e
insensível do Pentágono para com estes crimes. As imagens mostram claramente violentos crimes sexuais [8], com um
congressista, a quem foi dado acesso a essas imagens colectadas pelo
Pentágono, declarando que acredita que a sua publicação provocará manifestações
massivas e porá americanos em perigo no exterior [9] (dificilmente a imagem
do “sexo consensual” a que alude Taguba). O general Taguba também informou que soldados dos EUA filmaram
vídeos desses violentos crimes sexuais [10], uma prática comum entre
criminosos sexuais, que com frequência levam troféus dos seus crimes para que
os ajudem a reviver o evento posteriormente (é uma prática que foi muito útil
em processos de ofensas sexuais e que oxalá sirva para o mesmo nestes casos).
O general Taguba também reconheceu que houve pelo menos duas gravidezes
resultantes destes crimes sexuais envolvendo detidas em Abu Ghraib. Com a recente tentativa do Senado de proibir o uso da tortura pelo
Pentágono, e a reacção do presidente Bush de ameaçar com vetar essa lei,
juntamente com as negociações da Casa Branca [11] para eximir a CIA de
qualquer a restrição relativamente à tortura, a imagem do uso sistemático da
tortura [12] torna‑se clara. Para aqueles que já estão a par da
Operação Phoenix [13] e da publicação no passado de manuais de tortura pela
CIA, isto não constitui uma surpresa [14]. A 27 de Janeiro de 1997, os jornalistas do Baltimore Sun, Gary
Cohn, Ginger
Thompson, e Mark Matthews, publicaram um artigo no seu jornal com o
título “A CIA ensinou a tortura”. Os jornalistas basearam‑se em grande
parte em dois manuais publicados pela CIA, e divulgados sob pressão da
disputa do Sun em 1994 baseada na lei de liberdade da informação. O
primeiro manual, com o título KUBARAK
counterintelligence interrogation, de Julho de 1963, juntamente com o
actualizado Human
Resources Exploitation Training Manual, de 1983, pintam um quadro de
décadas da política de tortura da CIA. Embora o Pentágono tenha sustentado que estes manuais foram criados
só com propósitos educativos, a fim de ajudar as tropas dos EUA a identificar
instalações de tortura, os próprios manuais refutam esta posição. O manual de 1963 afirma na secção intitulada “O interrogatório
coercivo de contrainteligência de fontes resistentes” que as «drogas (e os
outros meios auxiliares discutidos nesta secção) não devem ser utilizados
persistentemente para facilitar o interrogatório que se segue à capitulação.
A sua função é causar a capitulação, ajudar na passagem da resistência à
cooperação. Uma vez que esta mudança tenha sido conseguida, as técnicas
coercivas devem ser abandonadas tanto por razões morais como porque são
desnecessárias e mesmo contraprodutivas». A versão de 1963 também trata do desenho de instalações de
“interrogatório”, como foi assinalado no artigo do Sun. O manual diz:
«a corrente eléctrica deve ser conhecida de antemão, de modo que
transformadores ou outros artefactos modificadores estejam à mão se
necessários». É importante sublinhar que o manual actualizado de 1983 saiu à luz
publicamente pela primeira vez quando foi recuperado por forças da
resistência na Guatemala [15], que o recuperaram de esquadrões da morte
militares apoiados pelos EUA nesse país, que obtiveram esse manual no campo
de treinamento da Escola das Américas
da CIA em Fort Benning, Geórgia [EUA]. Também é importante assinalar que a
embaixada dos EUA na vizinha Honduras tem sigo geralmente considerada como o
quartel‑general das operações da CIA na América Central, com John
Negroponte [16] actuando como embaixador durante os sangrentos anos oitenta
(o mesmo Negroponte
que foi nomeado embaixador no Iraque quando a política de tortura no Iraque
saiu à luz pela primeira vez). Estes dois manuais, e a realidade de anos de política de torturas no
Vietname sob os olhos vigilantes da CIA, tornam qualquer argumento de
“elementos delinquentes” responsáveis pela tortura em vez de uma política
sistemática, completamente inacreditável e impotente. Nos últimos anos da ocupação de Vietname pelos EUA, e à medida que
se tornava mais publicamente óbvio que os EUA estavam a combater aqueles que
alegava proteger (que, na realidade, os ataques contra as forças dos EUA no
interior profundo do Vietname do Sul estavam a ser lançados pelos próprios
sul‑vietnamitas), a CIA lançou uma campanha massiva de
contrainteligência orientada a combater a resistência sul‑vietnamita
[17], com o nome de código Phoenix. Com a operação Phoenix, a CIA começou a compilar listas de pessoas
vietnamitas de interesse. Estas listas basearam‑se em dados e
informação colectados durante “entrevistas” de sujeitos, e incluíam homens,
mulheres e crianças tão novos como 15 [18] e tão idosos como 70 anos [19]. O programa de recolha de inteligência foi dirigido conjuntamente por
agentes dos EUA e aqueles que eles recrutaram entre as forças sul‑vietnamitas.
A administração deste programa foi eventualmente entregue completamente às
forças sul‑vietnamitas, que não mantiveram um registro das suas
vítimas; a CIA, contudo, fê‑lo, e pelo final do envolvimento oficial
da CIA na [Operação] Phoenix, mais de 20.000 vietnamitas listados tinham sido
torturados e assassinados. Em 1971, Bart Osborn [20], um antigo agente da CIA, contou ao
Congresso: «Nunca soube, no decurso de todas aquelas operações, que algum
detido tivesse sobrevivido ao seu interrogatório. Todos morreram. Nunca houve
um razoável estabelecimento do facto de que algum desses indivíduos
estivesse, de facto, a cooperar com os VC, mas todos morreram e a maioria foi
ou torturada até à morte ou ... lançada de helicópteros». Como informa Nick Schou [21], «Os detidos da Operação Phoenix foram
torturados com choques eléctricos aplicados aos seus genitais, enquanto as
prisioneiras eram tipicamente violadas, ocasionalmente com objectos
estranhos.» (assombrosamente similar a alegações de tratamento de modernas
detidas iraquianas). Schou também assinala no seu artigo Operation Phoenix rises from
the ashes of history, que a CIA está agora a empregar a Mukhabarat
(serviço secreto de inteligência iraquiano similar no âmbito à CIA) de Saddam
para investigar o apoio à resistência. Schou apoia‑se em declarações
de Vincent Cannistraro, um antigo chefe de contra‑terrorismo da CIA,
para realçar o que isto significa. Cannistraro foi citado no Sunday
Telegraph como dizendo «Eles estão claramente a maquinar equipas
conjuntas para fazer coisas do tipo Phoenix, como fizeram no Vietname». Como advogada daqueles presos sem acusação ou julgamento por uma
ocupação enraizada na ilegalidade, e sob o crescente escrutínio de um mundo
céptico acerca das intenções dos EUA no Iraque, Amal Swadi é de facto uma
pessoa de interesse. Amal Swadi e o seu filho de 17 anos, Safa, foram levados até ao
coração da maquinaria de ocupação para processamento. A venda e as algemas de
Swadi foram removidas e ela foi instruída pelo seu interrogador para
responder a perguntas relacionadas com a sua pessoa. Swadi e Safa foram revistados e as suas impressões digitais tiradas.
O seu nome, o nome do seu marido, e os nomes dos seus filhos foram todos
documentados. Também lhe perguntaram a idade, a morada, e a profissão. O mais
alarmante, contudo, foi a colecta de dados sobre o seu estatuto religioso;
aparentemente, a ocupação militar dos EUA sentiu que era pertinente
documentar se a senhora Swadi era xiita ou sunita. O que deve ser questionado é a motivação das forças de ocupação dos
EUA em registrar afiliações religiosas individuais num país que está a ser
crescentemente dividido segundo estas mesmas linhas religiosas, tanto na
realidade como por uma tentativa mediática corporativa, excessivamente
simplificada, frenética, sanguinária de inflamar velhas rivalidades. Porque
estariam as forças dos EUA a criar bases de dados de informação que pode
pressionar ainda mais esta situação instável (isto também num momento de
conluio dos EUA com a polícia secreta da era Saddam)? Durante os anos de pesadas sanções da ONU, muitos no Iraque
dependiam da ajuda do governo para completar as suas necessidades
alimentares. Esta ajuda veio na forma de rações alimentares, e foi facilitada
pela emissão de cartões de racionamento. Para receber um cartão, informação
foi dada e processada, mas a questão da afiliação religiosa não foi incluída.
Tal como na Jugoslávia de Tito, o Iraque da era secular de Saddam não queria
que a distinção religiosa se tornasse primordial. Esta falta de dados
estatísticos põe em questão cifras populacionais relativas à denominação
religiosa continuamente referidas pelas forças de ocupação e papagueadas
pelos media corporativos. Para Saddam Hussein, tal como para Tito, a identidade nacional era
crucial para a manutenção do poder, o que simplesmente queria dizer esvaziar
a religião de qualquer importância na vida pública. Foi na verdade esta
desatenção pela religião que fez da fundamentalista Al Qaeda e de Saddam
Hussein amargos inimigos. O efeito desta contínua simplificação das questões em xiitas e
sunitas ajudou a alimentar uma divisão civil que está agora a ser usada como
uma desculpa para a ocupação [22] (argumentado simplesmente tanto por forças
de ocupação britânicas como estado‑unidenses; se sairmos, matar‑se‑ão
uns aos outros). Também alude ao que foi referido como “vietnamização
da guerra” nas fases tardias dessa ocupação. Num esforço de reduzir as
baixas americanas, o Pentágono treinou tropas nativas para realizar a maioria
do combate de pesadas baixas da ocupação alimentando fobias
comunistas/capitalistas de forma muito similar ao modo como as diferenças
religiosas estão agora a ser realçadas. Embora as histórias de Swadi e de Safa terminem de momento no ponto
alto limitado da libertação (após serem “catalogados” e “processados” como
gado, mãe e filho foram libertados de volta à população geral sem maior
dano), a experiência alerta para a enormidade do desastre de direitos humanos
que está a ser perpetrado contra a população civil do Iraque em nome da
democracia. Também explica porque é que esta informação permanece um mistério
para a maioria dos americanos, pois esta detenção claramente demonstra as
tácticas usadas por uma ocupação corrupta para intimidar qualquer um que se
atreva a levantar‑se. Embora geralmente não reportado, este genocídio psicológico e físico
está bem em curso e está a ser levado a cabo por um governo dos EUA e por um
Pentágono versados nos poderes do terrorismo e na divisão civil. É uma
liderança disposta a violar, torturar e assassinar de modo bastante similar
ao que a máquina de guerra dos EUA fez no Vietname, e tal como no Vietname
(que assistiu a 4 milhões de mortes directas e a incontáveis outras que
continuam a morrer devido ao uso arbitrário da arma de destruição massiva
Agente Laranja), esta actual ocupação ilegal e incitada colocará
provavelmente contagens genocidas similares se não for imediatamente
responsabilizada pelas suas actividades e tornada responsável por estas
acções. ________ * Andrew Stromotich é um jornalista independente e um membro
fundador de Dropframe Communications. [1] Iraq: Amnesty International reveals a pattern
of torture and ill-treatment. [2] Chris Shumway, Pattern
emerges of sexual assault against women held by U.S. forces, 06/11/2004. [3] Sexualized violence against Iraqi women
by US occupying forces – A briefing paper of International Educational
Development
preparado por Kristen McNutt, pesquisador da Associação dos Advogados
Humanitários, apresentado à sessão de Março de 2005 da Comissão de Direitos
Humanos das Nações Unidas, em Genebra. [4] Orly Halpern, Iraqi
women stigmatized by prison, The Globe and Mail, 21/07/2004. [5] Ronan Mcgreevy, Profile:
General Antonio Taguba, Times, 11/05/2004. [6] Maj. Gen. Antonio Taguba's
statement, MSNBC, 11/05/2004. [7] Greg Mitchell, Judge
orders release of Abu Ghraib photos, E&P, 29/09/2005. [8] Court
order to release photos and videos, ACLU, 06/02/2005. [9] Meehan
reacts to the newly released Abu Ghraib prison photos, United States
House of Representatives, comunicado de imprensa, 12/05/2004. [10] Hersh:
children raped at Abu Ghraib, Pentagon has videos, Boing Boing, 15/07/2004.
Ver também «rapazes foram sodomizados, enquanto as
câmaras filmavam»,
IA, 20/07/2004. [11] Marty Lederman, Beware the "augmented"
McCain amendment!, 15/10/2005. [12] ACLU urges
Congress to reject court stripping measure; proposal denies detainees the
right to challenge the use of torture, 11/10/2005. [13] Ralph McGehee, CIA and Operation
Phoenix in Vietnam, 19/02/1996. [14] Julian Borger, US general
linked to Abu Ghraib abuse, The Guardian, 12/05/2004. [15] Prisoner abuse:
patterns from the past, The National Security Archive, 12/05/2004. [16] Ghali Hassan, Who is John Negroponte?,
Counterpunch, 04/06/2004. [17] Douglas Valentine, Phoenix Program
PSYOP comic. [18] IRAQ:
Rights groups unable to visit child detainees, IRIN, 15/07/2004. [19] Detainee
dies at Camp Bucca, Stars and Stripes, 07/11/2005. [20] Tortured
logic in Iraq, Mid-Missouri Fellowship of Reconciliation, 02/07/2004. [21] Nick Schou, Operation Phoenix
rises from the ashes of history, Orange County Weekly, 16-22/01/2004. [22] Deborah Tate, Key US Senate supporter
of Iraq war calls for policy changes, VOA, 11/11/2005. |