Informação Alternativa

Iraque

10/05/2005

 

A “coragem” de Naomi Klein

– Réplica ao artigo Como pôr fim à guerra de Naomi Klein –

 

Michael Neumann *

Counterpunch

 

Naomi Klein, num artigo publicado recentemente em In These Times, diz-nos «Como pôr fim à guerra». Diz que temos que conhecer as razões para ela, que são expostas pela busca de bases militares e da riqueza petrolífera iraquiana pelos EUA. Diz que deveríamos lutar pelo que os próprios iraquianos querem, uma autodeterminação significativa e uma autêntica democracia, reforçadas pelo respeito do direito internacional. O seu ensaio reúne num só lugar tudo o que actualmente anda mal em grande parte do pensamento esquerdista.

 

Que anda mal?

 

Em primeiro lugar, para terminar a guerra, não precisamos conhecer as verdadeiras razões para ela. Isso é investigação histórica, não planeamento político. É como dizer que, para que os aliados vencessem a Segunda Guerra Mundial, precisavam conhecer as verdadeiras razões de Hitler para a fazer. Essas razões ainda são debatidas – A. J. P. Taylor introduziu uma considerável concorrência à tese da agressão manifesta – no entanto, a guerra foi ganha há muito tempo. Isto não são picuinhices; exemplifica a obsessão da esquerda com a análise sem sentido, interminável, estéril.

 

Segundo, as afirmações de Klein sobre o que é que vale como evidência para o quê, são débeis. Evidentemente, quando um país invade outro e tem um orçamento reduzido – e todo o sentido da política de Rumsfeld era fazer a guerra a baixo custo –então as suas prioridades essenciais serão:

 

(1) tornar o lugar seguro para as suas próprias forças, para que o custo político e económico da guerra não dispare fora de controle, e

 

(2) utilizar as riquezas do país – neste caso, o petróleo – para financiar sua acção. Assim, as actividades da invasão foram ditadas pelo orçamento da invasão, e não são uma indicação de quaisquer objectivos finais [1]. Quanto a tornar o lugar seguro para o investimento estrangeiro, é uma terceira prioridade, a mais longo prazo, que segue as mesmas linhas: conseguir que o sector privado faça a reconstrução, que de outra maneira custaria muito mais do que os EUA poderia jamais suportar. É o clássico ilusório pensamento repulsivo republicano, e de novo não tem nada a ver com algum objectivo final.

 

Terceiro, Klein outorga muito valor à insinceridade da retórica de democracia dos EUA sobre o Iraque. Bem, óbviooo! O que é que isto tem a ver com alguma coisa? Todos, com a excepção de alguns norte­‑americanos, o sabem, e esses poucos norte­‑americanos ou estão demasiado sumidos nos seus preconceitos para serem demovidos, ou não lhes importa minimamente se os EUA querem converter o Iraque numa democracia. Estão muito mais preocupados com que se dê um pontapé aos terroristas e em geral que se mostre ao mundo que os Estados Unidos é que mandam. Os seus motivos são uma pura reacção ao 11-S.

 

Quarto: Klein diz­‑nos que devemos ter a coragem de ser sérios, e depois recomenda o que bem poderia ser uma frivolidade. Diz-nos que «a luta principal é em torno do respeito pelo direito internacional». Não, o direito internacional é um falso ponto de partida, porque não existe uma autoridade soberana, neutral que o imponha. O que Klein nos pede que respeitemos não é em realidade mais do que um montão de frases que expressam bons desejos, articuladas por tribunais e advogados sem a menor autoridade porque, no mundo real, a autoridade baseia­‑se no poder manifesto. Não, o núcleo da luta é tirar os EUA do Iraque, não é? O que seria preferível: que os EUA saíssem do Iraque amanhã, e continuassem a desprezar totalmente o direito internacional, ou que saia dentro de cinco anos, imbuído do mais profundo respeito pelo direito internacional? As prioridades de Klein são apenas um caso de SDA [síndroma de défice de atenção] política.

 

 

Quinto: A posição de Klein é afogada e esquartejada pelo puxar de corda entre o seu desejo de evitar a construção da nação de Bush e a sua aceitação dessa mesma doutrina. Primeiro diz: « O futuro do movimento anti-guerra requer que ele se torne um movimento pró­‑democracia. As nossas ordens de marcha foram­‑nos dadas pelo povo do Iraque. (...) Precisamos seguir na direcção que eles apontam».

 

Depois diz: «Precisamos apoiar o povo do Iraque e a sua clara exigência de acabar tanto com a ocupação militar como com a ocupação corporativa. (...) Não significa torcer cegamente pela “resistência”. Porque não há apenas uma resistência no Iraque. (...) Nem todos os que lutam contra a ocupação dos EUA lutam pela liberdade para todos os iraquianos; alguns lutam pelo poder das suas próprias elites. Por isso, precisamos manter o foco no apoio às exigências de autodeterminação, e não alegrar­‑nos com qualquer revés para o império dos EUA».

 

Depois diz: «Quem quer que diga que os iraquianos não desejam a democracia deveria ter vergonha de si próprio. Os iraquianos estão a clamar pela democracia e colocaram as suas vidas em risco para obtê­‑la muito tempo antes desta invasão — no levantamento de 1991 contra Saddam, por exemplo, quando foram abandonados para serem massacrados. As eleições de Janeiro ocorreram somente devido à tremenda pressão das comunidades xiitas iraquianas, que insistiram em obter a liberdade que lhes tinha sido prometida».

 

É confuso, mas compreendo: tirar os EUA do Iraque não é realmente a nossa primeira prioridade. É tirar os EUA do Iraque “nos nossos termos”. Quem somos “nós”? Bem, “nós” apoiamos a democracia, o que quer dizer apoiar, não todos os iraquianos, mas os iraquianos que apoiam a democracia. Os outros iraquianos são maus: só querem apoiar o «poder das suas próprias elites» (agora conspicuamente ausente). Pior, «Alguns elementos da resistência armada têm como alvo a população civil iraquiana, enquanto ela reza nas mesquitas xiitas — actos bárbaros que servem os interesses do governo Bush, alimentando a percepção de que o país está à beira de uma guerra civil e de que, portanto, se justifica a alegação da necessidade da presença de forças dos EUA no Iraque». Assim, apoiamos as pessoas que querem a democracia, e que não atacam os xiitas. Apoiamos as pessoas que realmente querem a democracia, nomeadamente os simpáticos xiitas (não os maus que querem uma teocracia) e, apesar de ela não os mencionar, os curdos. Por outras palavras, apoiamos exactamente os elementos da população apoiados por Bush, e outras pessoas simpáticas que possamos encontrar. Está perfeitamente bem que Klein fale de uma “agenda responsável” para a retirada e inclusive para reparações, mas se está realmente comprometida com a democracia no Iraque, está comprometida com grandes partes da actual política do governo dos EUA.

 

Isto é pura ideologia de cabeça dura norte­‑americana uma vez mais. Evidentemente, as comunidades xiitas queriam eleições – vocês não as quereriam se fossem a vossa porta de entrada para o poder? Claro que se sublevaram em 1991 – dizem­‑nos que queriam livrar-se de Saddam Hussein, e pensaram que era a sua oportunidade. Nada disto demonstra que os iraquianos tenham o compromisso infantil da esquerda norte­‑americana com um sistema de governo que, nos próprios Estados Unidos, tem sido um fracasso miserável. A democracia, se funciona em alguma parte, parece funcionar melhor em países muito estáveis, muito prósperos – como os da Europa Ocidental, pelo menos antes de que se irritassem por causa dos seus imigrantes. O Iraque não é um país semelhante.

 

Há mais. Se Klein não fosse tão arrogante como Bush, seria a primeira a sublinhar que não sabe nada sobre o Iraque ou o que os iraquianos querem, em lugar de alardear a sua grande certeza sobre esse tema. Não produziria tolices como «Agora, os iraquianos estão a lutar pelos instrumentos que darão significado à sua própria autodeterminação (...)». Para um lado, “autodeterminação” soa cómico: querem­‑na os curdos iraquianos no mesmo sentido que os demais iraquianos? É como a anedota (sim, anedota) que Kant conta: Dois reis, Francisco I da França e o Imperador do Sacro Império Carlos V cobiçam ambos Milão. Francisco proclama uma harmoniosa convergência de interesses: “o que o meu irmão Carlos quer, também eu o quero”. Por outro lado, na nossa ignorância do Iraque, não deveríamos tender a seguir o óbvio? A resistência selvagem a uma invasão é geralmente empreendida, não como uma luta para dar significado à autodeterminação, mas como uma luta pela autodeterminação.

 

É bastante provável que os iraquianos queiram o que Klein parece considerar os requisitos prévios para dar um significado: «que o Iraque seja libertado das dívidas, o abandono total das leis económicas ilegais de Bremer, o controlo completo dos iraquianos sobre o orçamento da reconstrução». É muito possível que queiram muitas coisas mais. Mas não nos têm estado a dizer e a mostrar suficientemente alguns iraquianos que, primeiro e sobretudo, querem os norte­‑americanos fora, ponto final, não apenas se a sua partida tem significado? Não parece que a sua primeira prioridade é, não a busca de significado, mas a morte de soldados e lacaios dos Estados Unidos? Há alguma falta de clareza nesta mensagem, ou algo que me tenha escapado? Expressaram os iraquianos uma ansiedade apaixonada de que a esquerda norte­‑americana eleja e escolha entre as facções no seu país?

 

Do princípio ao fim, Klein carece precisamente do que diz que deveríamos ter: a coragem de ser sérios. Que tipo de coragem é preciso para se manifestar pela Verdadeira Democracia? Klein nem sequer formulou a pergunta difícil. Se quer tanto a democracia – porque, tal como Bush e Blair, ela sabe que esses lamentáveis pequenos iraquianos elanguescem pela democracia – quando e como vão os EUA retirar as suas tropas? Presumivelmente, a resposta deve ser: uma vez que tenham tornado o Iraque seguro para a democracia. Isto significaria retirar-se uma vez que os “iraquianos democráticos” sejam suficientemente fortes para se imporem aos iraquianos antidemocráticos, que parecem ser bastante poderosos e bem organizados. Isto certamente requereria ajuda militar dos EUA, talvez durante anos, ou a introdução de outras forças militares para que façam o mesmo, por exemplo que a ONU ou a NATO substituam os invasores norte­‑americanos. (Se Klein pensa que, algures no universo, existem tropas decorosas, respeitadoras, virtualmente não­‑violentas, prontas para neutralizar de alguma maneira os “maus” de Klein e Bush, isso é outra fantasia). Assim, a coragem de Klein consiste em propor em grande parte o que Bush lhe está a dar.

 

Sim, Klein é sincera, quer uma verdadeira democracia, apoia os elementos genuinamente democráticos, e Bush não é sincero. Mas no final é uma diferença que não faz diferença. Se insistimos em levar a democracia ao Iraque – alegando sempre que é o que os próprios iraquianos desejam – teremos que derrotar os elementos antidemocráticos que os dois deploram, e isto significará bases dos EUA e soldados norte­‑americanos que vertem sangue iraquiano. Qualquer sinceridade que inspire estas políticas, e os seus objectivos últimos, consiste basicamente em postular a mesma ingerência viciosa.

 

TORNANDO­‑NOS SÉRIOS

 

A coragem de ser sério significaria algo bastante diferente. Significaria, não este substituto sem sangue de café descafeinado com leite para a paixão, mas verdadeiro ódio contra as acções dos EUA e uma determinação inquebrantável, furiosa, de expulsar até ao último soldado da “coalizão” do solo iraquiano, o mais cedo possível, por todos os meios necessários. Não ‘se’s, ‘e’s ou ‘mas’ sobre a democracia, simplesmente expulsá-los. Alguém que realmente acreditasse no direito dos iraquianos ao seu próprio país não estaria a criar confusão sobre se a sua forma projectada de governo ou modo de autodeterminação corresponde ou não aos ideais esquerdistas norte­‑americanos. Isso não nos diz respeito, e uma razão que não é menor é porque é simples insolência presumir que sabemos o que os iraquianos querem ou como deveriam obtê-lo. Requer anos conhecer um país, e se uma pessoa não vive lá, pelo menos longo estudo, reforçado pela fluidez no idioma do país. Só yahoos norte­‑americanos poderiam pensar de outra maneira.

 

 

«Como pôr fim à guerra»? Nem eu, nem Naomi Klein sabemos como, mas a tentativa envolve uma oposição real, furiosa, feia, algo que chegue a preocupar um governo. Não pode basear-se num pedido de retirada complicado por uma cuidadosa selecção de quais são os iraquianos que “nos dão a nossa ordem de marcha”. Uma verdadeira oposição requer algo que vai além da persuasão raciocinada; a extrema impotência da extremamente razoável esquerda demonstrou­‑o bem. Não é uma questão de descobrir que documentos foram produzidos por qual neocon em 1990. Não é uma questão de milhares e milhares de milhões de correios electrónicos, isolando­‑nos do mundo como fibra de vidro rosada. Não é uma questão de “construir eleitorado” de maneira insossa, mas de utilizar o eleitorado que já temos, que já somos. É um rumo de acção que demonstra que esta guerra nos enoja, que não nos deteremos ante nada para terminar com ela, e que não nos importa nada se rasga o nosso país. Os EUA devem simplesmente vir embora, agora, e devemos todos simplesmente deixar de falar de democracia no Iraque. As decisões sobre a manutenção da ordem pertencem aos iraquianos e talvez a agências internacionais, quer estas agências tenham o mínimo comprometimento com a democracia ou não, e não a norte­‑americanos de qualquer matiz político. Essa é uma mensagem clara com base na qual uma oposição clara, resoluta, total pode ser construída.

 

A coragem de ser sério também significa não “apoiar as nossas tropas”. Este apoio realmente tornou­‑se odioso. Acabaram de nos apresentar dúzias de artigos comemorativos do Vietname. Os melhores deles fazem alguma menção aos três milhões de vietnamitas que matamos, e talvez também às crianças vietnamitas que, graças ao Agente Laranja, devem viver uma espécie de vida numa horrenda deformidade. Mas na esquerda, tal como na direita, é demasiado comum que o artigo seja construído em redor de algum adorável veterano do Vietname. Num recente artigo de The Nation, por exemplo, encontramos:

 

«Mike Sulsona, um ex Marine... que acaba de voltar da sua primeira viagem ao Vietname desde a guerra. Estava excitado porque se surpreendeu ao gostar de lá e porque ficou satisfeito com a investigação que fez para uma peça que quer escrever sobre um motorista de tanque do exército».

 

Ficamos a saber que

 

«De volta à cidade de Ho Chi Minh, a antiga Saigão, Sulsona rodava a sua cadeira de rodas por uma calçada apinhada de gente antes do seu regresso a Nova Iorque. Quase colidiu com um homem vietnamita, também em cadeira de rodas, que rodava no sentido oposto, tentando vender bilhetes de lotaria. Ao reconhecer­‑se mutuamente pela sua diferença de todos os demais e pela sua similitude, os dois paraplégicos detiveram­‑se. O veterano do Vietname e o veterano vietnamita rodaram as suas cadeiras para se encararem como poderiam em tempos tê-lo feito com armas.

 

Nenhum dos dois sabia muitas palavras no idioma do outro, mas falaram brevemente, com voz entrecortada, o suficiente para que Sulsona determinasse que o outro homem também tinha estado na guerra. «Repentinamente, começamos a rir», disse Sulsona. «Ressonantes gargalhadas. Não tenho ideia se esteve no exército sul vietnamita lutando ao nosso lado, ou no Vietcong, ou se tinha chegado com o exército norte vietnamita... Faz alguma diferença? Estávamos a rir e rir e não conseguíamos parar, não nos conseguíamos controlar, simplesmente dois tipos que foram lixados pela guerra... Nenhum de nós conseguia deixar de rir. Quero dizer, para que serviu tudo aquilo, em todo o caso?»

 

Caramba, essa é seguramente uma linda despedida depois de banhar um país em fogo e veneno: façamos uma pausa e pensemos em, caramba, quão maldita e louca a guerra é. É exactamente a evasão viscosa do tipo a-guerra-é-um-inferno-e­‑nós­‑somos-apenas-humanos que faz com que a muitos lhes agrade a loucura da guerra da Coreia de M*A*S*H, que foi para o ar pela primeira vez três anos antes da queda de Saigão.

 

Isto não é compaixão; é covardia. A não ser que se represente uma terceira força, com um poder decisivo para afectar a situação mundial, numa guerra há que tomar um lado ou o outro. A esquerda não representa uma tal terceira força. Ou somos a favor da invasão norte­‑americana do Iraque, e as tropas que a realizam, ou somos contra ela. Ser sério é reconhecer que não se pode sempre eleger e escolher. Não poderíamos ter dito seriamente, “apoiamos a guerra contra Hitler, mas opomo­‑nos a Estaline”, porque isso, tomado a sério, teria sido tonto. Vamos combater Estaline? Então estamos a ajudar Hitler. Não vamos combater Estaline? Então, quem se importa com aquilo a que nos “opomos”?

 

Se apoiamos as tropas, significa que não queremos que os matem, e que apoiamos os seus esforços para se protegerem, pelo menos até que – meses, anos? – possam retirar­‑se. Por outras palavras, estamos contra os iraquianos que os atacam. Estamos a favor da morte dos atacantes, e de qualquer outra pessoa que caia no fogo cruzado quando as tropas norte­‑americanas ripostam. Se não, que “significado” tem o nosso apoio?

 

Apresentamos desculpas condescendentes para os “nossos” soldados: são pobres, ignorantes, oprimidos, enganados por recrutadores, são carne para canhão, são tudo o que constituiu a coluna vertebral dos exércitos perversos desde os alvores da história. Quer dizer, são tudo menos adultos responsáveis pelas suas decisões. Como consequência dessas decisões percorreram milhares de quilómetros para matar e mutilar pessoas que não lhes fizeram nenhum mal. Se nós apoiamos – para utilizar a expressão de Klein – “de modo significativo” os “nossos” soldados, apoiamos “de modo significativo” a violação do Iraque, não importa quantos balidos demos sobre a maneira justa e adequada, partidária e consumidora de tempo de trazer os nossos rapazes para casa. A coragem de ser sério significa a coragem de tomar decisões duras. Possuímo­‑la?

 

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* Michael Neumann é professor de Filosofia na Universidade de Trent em Ontário, no Canadá. Os pontos de vista do professor Neumann não devem ser considerados como se fossem os da sua universidade. Pode ser contactado em mneumann@trentu.ca.

 

[1] Sim, algumas das bases parecem ser permanentes. Seguramente, o governo dos EUA gostaria de tê-las para sempre, quem não? Os países gostam de ser poderosos, e aproveitam a oportunidade para ampliar o seu poder. Mas vai muito mais longe supor que os EUA invadiram o Iraque para obter essas bases quando, a um custo muito menor em todo o sentido, poderiam tê-las construído em outros lugares na região.