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Europa |
Março 2006
O trabalho em números QUEM TRABALHA? A
população activa atinge 27,28 milhões de pessoas, 46,5 por cento das quais
são mulheres. Na Alemanha, estes números são, respectivamente, de 39,77
milhões e 45,4 por cento; no Reino Unido, de 29,3 milhões e 46 por cento; em
Espanha de 20,1 milhões e 41 por cento. Em França, os operários representam
24,8 por cento da população activa e os empregados 28,8 por cento. (Fontes:
Insee 2006, Eurostats 2005.) FINANCIAMENTOS MACIÇOS.
O apoio às empresas, em nome do emprego, ascendeu em 2004 a 24,5 mil milhões
de euros, o que representa um recorde absoluto. Desde o seu surgimento, em 1973,
estes apoios multiplicaram‑se perto de quarenta vezes, o que
corresponde a 19.700 euros por emprego criado ou salvo, ou o equivalente a um
ano de salário mínimo profissional de crescimento (SMIC). (Fontes: Conseil d’orientation de l’emploi 2006,
Cour des comptes 2005.) BAIXOS SALÁRIOS. Em
2005, um em cada dois assalariados a tempo inteiro ganhou menos de 1484 euros
líquidos por mês. Este salário médio baixou 0,4 por cento, se tivermos em
conta a inflação oficial. Doravante, o SMIC já não é o salário mínimo, pois
em 55 sectores profissionais, num total de 84, os mínimos salariais são
inferiores. (Fontes: Insee 2006, Ministère de l’Emploi
2005.) ELEVADOS DIVIDENDOS. As
maiores empresas – as do CAC 40 – apresentaram lucros recordes em 2004,
distribuíram dividendos igualmente explosivos e praticamente congelaram os
salários. No caso da Total, os dividendos pagos subiram 15 por cento e os salários
2,2 por cento; no da Société général, os números são, respectivamente, 32 por
cento e 2,7 por cento; no da Renault, 28,5 por cento e 4,6 por cento (para
2004‑2005)... (Fontes: Les
Echos, La Tribune.) TRABALHADORES POBRES. É
possível trabalhar e ainda assim viver abaixo do limiar de pobreza (60 por
cento do salário mediano). Em França, encontravam-se nesta situação 1 milhão
de assalariados em 2004. Em 2001, 5,4 por cento das famílias de assalariados
(com pelo menos um assalariado) viviam abaixo do limiar de pobreza, contra
3,9 em 1970. O mesmo acontece com 6 a 8 por cento dos assalariados na Europa
dos Quinze e com mais de 10 por cento dos assalariados norte-americanos. (Fontes: Insee 2004, Rapport Hirsh 2005, OCDE
2005, Observatoire national de la pauvreté et de l’exclusion 2003-2004.) DISCRIMINAÇÕES AINDA
SIGNIFICATIVAS. As mulheres ganham, em média, 80,1 por cento do que recebem
os homens. Entre elas, 23,6 por cento trabalhavam a tempo parcial em 2004
(4,8 por cento dos homens), sem ser por opção; na Alemanha, 37 por cento (6,3
por cento); no Reino Unido, 40,4 por cento (10 por cento); na Holanda, 60,2
por cento (15,5 por cento)... Um jovem cujo nome tenha ressonância estrangeira
e que habite nos subúrbios tem seis vezes menos hipóteses de conseguir uma
entrevista de trabalho do que um jovem “francês de origem” que habite em
Paris. (Fontes: Insee 2005, OCDE 2005, Observatoire
des discriminations 2005.) ACIDENTES DE TRABALHO.
Na Europa dos Quinze morrem anualmente 5200 trabalhadores na sequência de um
acidente de trabalho, e em França 661 (cerca de dois por dia). Ainda em
França, 2,37 milhões de pessoas são expostas a produtos cancerígenos no local
de trabalho, ou seja, 13,5 por cento dos assalariados. A esperança de vida de
um operário de 35 anos é de 37,5 anos; a de um quadro superior é de 43,5
anos. (Fontes: Eurostat 2006, CNAM 2006.) |