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Maio 2005 Wangari
Maathai – Entrevista com a Prémio Nobel da Paz 2004 – Amitabh
Pal Wangari Maathai venceu o Prémio Nobel da Paz em 2004. Foi uma escolha controversa porque ela é conhecida mais como ambientalista e plantadora de árvores do que como uma activista da paz. «Este ano, o comité Nobel
norueguês alargou evidentemente a sua definição de paz ainda mais», disse o
presidente do comité, Ole Danbolt Mjøs, durante a cerimónia de entrega dos
prémios em Dezembro. «A protecção ambiental tornou-se também noutro caminho
para a paz». «Como a primeira mulher africana a receber este prémio, eu aceito-o em nome do povo do Quénia e de África, e na verdade do mundo», disse Maathai no seu discurso de aceitação. «Estou especialmente consciente das mulheres e das raparigas. Espero que isto as encoraje a levantar as suas vozes e a conquistar mais espaço de liderança». Ela exortou os líderes africanos a construir «sociedades justas e imparciais», e pediu a libertação da colega laureada com o Nobel Aung San Suu Kyi da prisão domiciliar em Burma. Maathai também criticou «as extremas iniquidades globais e os prevalecentes modelos de consumo», e interpelou as corporações e instituições globais a «apreciar que assegurar justiça económica, equidade, e integridade ecológica são valores muito maiores do que lucros a qualquer preço». Maathai lançou o Movimento Cinturão Verde [Green Belt Movement] nos anos 70 e mobilizou as mulheres quenianas a plantarem árvores em todos os cantos do país. Durante três décadas, esse movimento ajudou a plantar 30 milhões de árvores. Pelo seu trabalho, ela enfrentou perseguição. O seu activismo levou-a a uma confrontação crescente com as autoridades quenianas, especialmente quando começou a exigir boa governança e reformas democráticas. Ela foi agredida várias vezes, incluindo uma vez em que a polícia queniana a deixou inconsciente. Recebeu ameaças de morte, e foi forçada a esconder-se nos princípios da década de 90. Sete das suas colegas foram mortas, e a sua organização quase foi banida. Foi repetidamente enjaulada. «É desumanizante», disse ela ao The Washington Post das suas experiências na prisão. «É imundo. É apinhado de gente. Você é posto em áreas em que as pessoas vão escarnecer de você – guardas e até prisioneiros. Você é posto lá para ser humilhado». A sua sorte mudou em Dezembro de 2002, quando o regime reinante de Daniel arap Moi foi derrotado nas eleições. Ganhou um assento no parlamento – com uns inacreditáveis 98% dos votos – e foi nomeada como ministra assistente para o ambiente, os recursos naturais e a vida selvagem. Enquanto crescia, Maathai teve um momento de sorte. O seu irmão persuadiu os seus pais a enviá‑la para a escola, coisa longe da norma para as raparigas do Quénia na década de 40. Ela agarrou a oportunidade e era uma estudante tão excepcional que o governo dos EUA lhe deu uma bolsa de estudos para estudar nos Estados Unidos. Recebeu o seu bacharelato no Mount St. Scholastica College (actualmente Benedictine College), em Atchison, Kansas. Prosseguiu fazendo um mestrado em Biologia na Universidade de Pittsburgh em 1966 e depois fez o doutoramento na Alemanha. Mas em vez de ficar no ocidente, ela decidiu voltar para casa. Completou o seu doutoramento em Anatomia Veterinária na Universidade de Nairobi em 1971, tornando‑se a primeira mulher africana oriental a obter um doutoramento e leccionou microanatomia na Universidade. Além do Nobel, também foi galardoada com o Prémio Goldman de Meio Ambiente, o Right Livelihood Award, frequentemente referido como o prémio Nobel alternativo, e o Africa Prize for Leadership da ONU. Correntemente serve no quadro de diferentes organizações internacionais, incluindo o Conselho Consultivo do Secretário Geral da ONU e o Instituto Jane Goodall. Maathai é bem disposta e cheia de energia e é espantosamente simpática para alguém da sua estatura. Falei com ela numa manhã de Março no seu quarto de hotel no Alex Hotel na cidade de Nova York. Bebia chá enquanto respondia de boa vontade às minhas perguntas. Usando um brilhante e multicolorido vestido africano e um lenço na cabeça, pareceu-me estar ainda a deliciar-se com o resplendor do Nobel. No dia seguinte, ela deu uma
palestra na Cooper Union. Falou sobre a pobreza em África e na necessidade de
um programa de ajuda para o continente semelhante ao Plano Marshall. Terminou
com a história de um beija-flor que tentava apagar o fogo de uma floresta.
Quando escarnecido pelos outros animais, o beija-flor respondeu, «Estou a
fazer o que posso». Qual foi a sua reacção
quando ganhou o Nobel? Bem, foi uma grande surpresa.
Eu não esperava o prémio porque sabia que o comité não olhava para o ambiente,
mas para a paz, e eu não trabalhei para a paz especificamente. Eu contribuí
para a paz, e foi isso que o comité reconheceu: que, de facto, nós precisamos
voltar atrás e olhar para um conceito de paz e segurança mais amplo. Mas nessa
altura foi, claro, muito surpreendente e muito, muito esmagador para mim.
Continua a ser esmagador. Ninguém nos prepara para isso. Definitivamente, nunca
ninguém me entrevistou. Nunca ninguém me disse que eu o ia obter. Por isso
simplesmente caiu sobre mim. Mas foi um maravilhoso reconhecimento. E eu
apreciei-o grandemente. Qual é o significado do
comité Nobel ter expandido o conceito de paz? Você não tem que reconhecer apenas aqueles que unem as partes em guerra ou aqueles que param uma guerra ou a produção de armas. Para gozarmos da paz, nós temos que gerir os nossos recursos mais responsavelmente. Precisamos partilhar os nossos recursos mais equitativamente, tanto a nível global como nacional, e só podemos fazer isso num espaço democrático. Se não tivermos espaço para discutir, para dialogar, para nos ouvirmos uns aos outros, para respeitar as opiniões dos outros, vamos usar o nosso poder para controlar os nossos recursos à custa daqueles que não os têm. Ao fazer isso, criamos muita inimizade, e eventualmente teremos conflitos. No Quénia vejo essas coisas acontecerem a todo o momento: os recursos são exauridos, a água acaba, os poços secam, e depois ouvimos dizer que os homens das tribos estão em guerra. As pessoas, especialmente em África, têm que investir na paz, têm que investir na prevenção dos conflitos. Temos que permitir que os nossos filhos cresçam, que vão à escola, em vez de carregarem armas para se alvejarem. Você não consegue ter segurança colocando fronteiras à sua volta. Não pode estar seguro usando o seu poder para controlar os recursos e decidindo que não pode partilhá‑los com o resto do mundo. Não realizará a paz dessa maneira. Terá conflito. A metáfora que eu adoptei é a
metáfora do tambor africano. O tambor africano usual tem três pernas, e três
pernas representam para mim paz, democracia e gestão sustentável e equitativa
dos recursos. Como é que se interessou primeiramente
no ambientalismo? Eu era a directora de uma sede local da Cruz Vermelha quando um grupo de ONG’s do norte decidiu estabelecer um Centro de Ligação Ambiental em Nairobi em 1973. Eles precisavam de uma pessoa local para gerir as rotinas do dia-a-dia. Acho que era uma candidata idónea porque já estava a lidar com assuntos locais. Assim que assumi funções comecei a inteirar-me de muitas questões ambientais que eu, tal como muitas outras pessoas, tínhamos por adquiridas. Como começou o Movimento
Cintura Verde e como forjou a ligação entre ambientalismo e direitos das
mulheres? As mulheres quenianas estavam a juntar‑se para discutir os problemas que queríamos levar ao México para a primeira conferência das Nações Unidas sobre as mulheres em 1975. Muitas mulheres das áreas rurais disseram estar preocupadas com a lenha para queimar, que é a principal fonte de energia. Estavam preocupadas com a água; não havia água limpa adequada para beber. Estavam preocupadas com a alimentação nutritiva, e estavam preocupadas com a pobreza, especialmente entre as mulheres. Eu imediatamente sugeri que talvez o que devêssemos fazer com essas mulheres era plantar árvores. Vi a conexão entre degradação da terra e falta de água, por isso continuei com o programa de plantação de árvores. Comecei com um pequeno grupo. Depois passaram a ser dois grupos. Eventualmente, havia milhares de grupos plantando árvores para restaurar a terra e melhorar a qualidade de vida. Porque é que foi atacada
por plantar árvores? Plantar árvores, por si, não seria um problema. Ninguém me teria incomodado se tudo o que fizesse fosse encorajar mulheres a plantar árvores. Mas eu comecei a ver a ligação entre o problema com que estávamos a lidar e as causas de raiz. E uma dessas causas de raiz era a má governação. O governo tinha aprovado o corte livre em florestas que eram áreas de captação de água, e encorajou o cultivo de plantações exóticas. Foi o governo que permitiu às pessoas irem para a floresta começar a cultivar colheitas para alimentação. Tudo isto tinha causado a destruição maciça das florestas, que podiam absorver a água, que podiam dar-nos padrões normais de chuva, e que podiam suster os rios. Então eu percebi que mesmo que plantasse todas as árvores rio abaixo, o próprio rio estava a ser destruído pelo governo. Foi importante para nós dirigirmo-nos ao governo e pedir-lhe que parasse de destruir as áreas de captação rio acima. O outro problema que enfrentámos foi que muitos dos nossos líderes no governo, especialmente nos anos oitenta, privatizaram muitos destes bens comuns. Eles literalmente cortavam secções da floresta e privatizavam-nas, ou tomavam espaços abertos nas cidades e centros urbanos e privatizavam-nos. Então entendi que um dos maiores culpados da destruição ambiental era o governo. Comecei a levantar a minha voz e a organizar seminários educando o público em como o ambiente estava a ser destruído e quem estava a destruí-lo. E como era importante para nós responsabilizar os nossos líderes para uma melhor gestão dos recursos. Isto era o que o governo não gostava porque a elite dominante era a beneficiada destas práticas más. E assim, a sua reacção foi intimidar, prender, perseguir, na esperança de que eu iria desistir, ou as pessoas com quem eu trabalhava iriam desistir, e o movimento iria morrer. Nós sabíamos que eles eram gananciosos e corruptos. Por isso era uma questão de lutar contra a corrupção e contra a ganância entre a elite dominante. As mulheres eram a maior força no movimento. Éramos as que estávamos a ser perseguidas. Éramos as que estávamos a ser impedidas de reunir. Éramos as vítimas da destruição que avançava. Nós, eventualmente, adoptamos uma campanha pelos nossos direitos, para nos afirmarmos e para exigirmos um melhor tratamento da parte do governo. Então a campanha de plantação de árvores esteve sempre na dianteira. Era a campanha mais visível. Mas desdobramo‑nos em muitas outras actividades num esforço para lidar com as causas de raiz da degradação ambiental. Qual é a sua opinião sobre
a Biotecnologia? As pessoas que pressionam por sementes geneticamente modificadas em África argumentam que isso será bom para África, que irá eliminar a fome. Não estou convencida porque apesar de pensar que as sementes geneticamente modificadas podem ser boas, também podem ser um desastre para o ambiente. Precisamos de ser muito cuidadosos quando analisamos a ciência e quando passamos esta tecnologia para o agricultor comum nas zonas rurais. Precisamos assegurar-nos de que não damos ao agricultor algo que seja perigoso para a biodiversidade, para as sementes do agricultor. Também não devemos dar ao agricultor tecnologia patenteada e que tornará o agricultor dependente dessa tecnologia e depois dizer que se ele não puder pagar por ela então terá um problema. Isso não proverá a resposta para a pobreza e para a fome. Actualmente, as pessoas têm fome, apesar de haver muita comida em todo o mundo. Têm fome porque não podem pagar por ela. Por isso, se as sementes vão ser geneticamente modificadas, patenteadas, apropriadas, e depois ao agricultor nem sequer é permitido usar as suas próprias sementes, isso é tornar o agricultor muito dependente de companhias que sabemos podem às vezes ser insensíveis. Você é a favor do perdão
da dívida. Porquê? Tenho estado envolvida numa campanha para cancelar essas dívidas, especialmente durante a campanha do Global Jubilee 2000. O Quénia gasta 40% da sua receita no pagamento da dívida. Estamos a tentar promover a educação primária livre. Quando introduzimos a educação primária livre em 2003, um milhão de crianças inscreveram‑se porque não tinham que pagar. Agora, só podemos dar a essas crianças oito anos de educação. Depois disso, não podemos mandá-las para o liceu. Mas esses estudantes são ainda muito novos para serem lançados no mundo completamente despreparados e sem qualificações. Não seria melhor permitir ao Quénia usar o dinheiro com que está a pagar a dívida para pagar as matrículas escolares de modo que esses estudantes pudessem ter mais quatro anos de educação? Esses débitos foram solicitados através de negócios muito corruptos. Muitos desses débitos nunca beneficiaram o povo. Continuar a punir as pessoas comuns das aldeias que nunca beneficiaram disso é muito, muito desumano e muito injusto. Mas muitas pessoas não sabem disso, especialmente os cidadãos dos países a quem é devido esse dinheiro. É por isso que continuam a dizer: “Quando pedes, tens de pagar”. Outra coisa que temos vindo a defender é o comércio mais justo. Os países pobres em desenvolvimento continuam a ser persuadidos a vender matérias primas ao mercado desenvolvido. Era isso que fazíamos durante os tempos coloniais, e é ainda isso o que estamos a fazer nestes tempos pós-coloniais. Contudo, estamos a ser persuadidos a abrir os nossos mercados em nome do livre comércio. Quando abrimos os nossos mercados, os bens manufacturados vêm até nós e compramo-los com o pouco dinheiro que temos. Não podemos vender os nossos produtos, não podemos acrescentar valor aos nossos produtos, e quando vendemos as matérias primas, obtemos muito pouco dinheiro. Por isso estamos a dizer, vamos lá ter melhor comércio. Cancelem a dívida e abram os vossos mercados, porque essa é a única maneira de podermos começar a andar para a frente. Enquanto o mundo não estiver preparado para fazer isso, está verdadeiramente apenas a dar palavreado a África. Os seus supostos
comentários acerca da SIDA ser um plano ocidental contra África causaram um
furor. O que é que disse exactamente? Nunca disse o que tem sido noticiado, e não acredito nisso. Não sou uma especialista em SIDA. Sou um membro do parlamento, e os membros do parlamento no Quénia foram encarregados da responsabilidade de educar as pessoas e ajudá-las a protegerem-se contra a SIDA, e tentar ver se elas têm acesso a medicamentos que, a propósito, são ainda muito caros para muitas das pessoas nas áreas rurais. Por isso não sei porque é que o repórter noticiou isso, e notei que apesar de continuar a dizer que não disse isso, o repórter continuou a noticiar o que queria noticiar. É claro, estou muito grata pelo trabalho que está a ser feito nessa área, e, é claro, estou na expectativa como qualquer pessoa do dia em que encontraremos uma solução, mas sou tão ignorante nessa área como qualquer outra pessoa. O facto de eu ser uma vencedora do Prémio Nobel da Paz [risos] não me torna mais sábia nessa área. Lamento que as pessoas me tenham percebido mal. Quais são as suas opiniões
sobre os Estados Unidos e a política externa da administração Bush? Muita gente continua a ter muita admiração pelos Estados Unidos, muito por causa do seu glamour de poder e influência. Ficam surpreendidos por vezes quando os Estados Unidos parecem não se importar, especialmente com o ambiente, e decidem não prestar atenção às questões com que o mundo tenta lidar. Os Estados Unidos sentem que podem quase ignorar os problemas do mundo porque estão numa posição muito privilegiada de serem uma superpotência que enfrenta muito pouca competição do resto do mundo, e porque ainda aparece como o epítome do sucesso para muita gente. Por isso, requer muita compreensão para perceber que nem tudo é ouro e que nem tudo é maravilhoso nos Estados Unidos, e também para compreender que não é toda a gente nos Estados Unidos que subscreve a filosofia que vemos em Washington, D.C. Você esteve nos Estados Unidos
na década de sessenta, quando obteve um bacharelato e um mestrado. Quais são
as suas impressões desse país nessa altura? Eu estive num colégio muito pequeno em Atchison, Kansas, e isso realmente deu-me uma oportunidade de olhar para o que se estava a passar nos EUA. Aqueles de nós que viviam em África estávamos muito desligados da opressão sobre os negros neste país. Isso tornou-me muito mais consciente da luta pelos direitos humanos. Quando voltei para casa, isso influenciou-me no sentido de perseguir ou esperar respeito pelos direitos humanos, respeito por providenciar espaço, pela igualdade. Os direitos da mulher não estavam ainda em jogo. Era mais a igualdade entre as pessoas. Enquanto estava nos Estados Unidos, o Quénia tornou-se independente da Grã‑Bretanha, em 1963. Para mim foi um momento para celebrar, finalmente éramos livres, como Marthin Luther King gritava nessa altura. E eu pensei que íamos gozar a nossa liberdade, que íamos ser felizes, que nunca mais seríamos oprimidos. Mal sabia eu do que estava para vir. Mas quando encontrei violações dos direitos humanos pela minha própria gente, a minha experiência nos Estados Unidos deu-me a coragem para levantar-me e dizer que isso não estava certo. Como é que responde às
pessoas que dizem que combater a pobreza está à frente da protecção do
ambiente? A pobreza é simultaneamente uma causa e um sintoma da degradação ambiental. Não pode dizer que vai começar a lidar apenas com um deles. Você está preso na armadilha. Quando está na pobreza, está preso, porque quanto mais pobre fica, mais degrada o ambiente, e quanto mais degrada o ambiente, mais pobre se torna. Por isso, é uma questão de quebrar o ciclo. Desde o princípio, é isso que tenho dito às mulheres, que não podemos resolver todos os problemas que enfrentamos: somos pobres, não temos água, não temos energia, não temos comida, não temos receitas, não podemos enviar os nossos filhos para a escola. São demasiados os problemas que enfrentamos. Temos que quebrar o ciclo, e a forma de quebrar o ciclo é fazer algo que seja realizável, é fazer qualquer coisa que seja barata, fazer qualquer coisa dentro do nosso poder, da nossa capacidade, dos nossos recursos. Plantar árvores foi a melhor ideia que tive. Estou muito feliz por ter tido a ideia. Não é algo no qual eu tenha pensado muito, mas acabou por ser uma excelente ideia porque é fácil, é realizável, e podemos ir e dizer às mulheres comuns sem educação: Muito bem, isto é uma árvore. Está agora a florir. Vamos observar a árvore até ela produzir sementes. Quando estiverem prontas, vamos colhê-las. Secamo-las, depois plantamos. Se estiverem boas, germinarão. Vamos nutrí-las. Vamos plantá-las nos nossos jardins. Se forem árvores de fruto, em cinco anos teremos frutos. Se forem para forragem, os nossos animais terão forragem. As árvores para mim
tornaram-se uma forma maravilhosa de quebrar esse ciclo. |