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01/10/2006
Sobre A formação da mentalidade submissa, de Vicente Romano António Luís Catarino
QUEM É VICENTE ROMANO: Vicente Romano, catedrático
de Comunicação Audiovisual, jubilado em 2005, da Universidade de Sevilha,
doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Complutense de Madrid
e doutorado cum laude pela
Universidade de Münster, investigador e professor na Alemanha, França,
Estados Unidos Canadá e Brasil, é uma das grandes autoridades europeias e
mundiais nos estudos comunicacionais. Autor de treze livros e
de outros nove em co-autorias, redigiu a impressionante quantidade de cerca
de uma centena de artigos científicos para revistas da especialidade em
Espanha e no estrangeiro, tem outras tantas participações em conferências,
seminários, e congressos académicos nacionais e internacionais. Traduziu para
o castelhano mais de meia centena de trabalhos de alguns dos mais importantes
pensadores e cientistas sociais da actualidade. DO PREFÁCIO DE RUI
PEREIRA: Toda esta obra, com
frequência profundamente original, disseca os processos comunicacionais a
partir da sociologia, da educação, das representações e funções sociais, da
interculturalidade, entrando inclusivamente na relação entre o fazer
comunicacional contemporâneo e os usos do tempo e do espaço humanos. Defensor
de uma necessariamente nova “ecologia e ética da comunicação”, a obra de
Vicente Romano é um paradigma da junção entre valor científico e mérito
transformador profundamente revolucionário. Quando a academia falha a este,
que deveria ser o seu chamamento natural, que a ele acudam pensadores da
envergadura do professor Vicente Romano, cuja obra de divulgação, A formação
da mentalidade submissa, que a Deriva edita
agora em Portugal, contando já com dezenas de milhares de leitores e editada
em diversos países do mundo, é não apenas a primeira a ver a luz do dia em
língua portuguesa, como uma síntese modelar, de todo o seu notável trabalho. UM EXTRACTO DE A
FORMAÇÃO DA MENTALIDADE SUBMISSA: A consciência indiferenciada corresponde à vida sentimental estereotipada. O pensamento mágico acrítico, gera uma consciência conformista, submissa. O que significa deixar por mãos alheias a solução dos problemas próprios, situação em que tudo pode ser facilmente manipulado por esses interesses estranhos. Aí radica o perigo de passar as rédeas dos assuntos pessoais para as mãos dos especialistas ou do novo credo académico. Autodeterminação significa, antes de tudo, libertar-se da angústia e ganhar consciência das determinações impostas por terceiros, para conseguir ultrapassá-las. |