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Ignacio Ramonet

 

 

Ignacio Ramonet é doutor em Semiologia e História da Cultura e catedrático de Teoria da comunicação; é especialista em geopolítica e estratégia internacional (especialista­‑consultor das Nações Unidas); foi premiado em numerosas ocasiões pelo seu trabalho jornalístico e é autor de vários livros. É fundador da ATTAC (Associação para a Taxação das Transacções financeiras para Ajuda aos Cidadãos), um movimento de cidadania global que propõe uma globalização alternativa à globalização neoliberal. Ignacio Ramonet é ainda o director do reputado jornal mensal de geopolítica Le Monde Diplomatique.

 

- A batalha de Vigo (23/05/2007)

 

- Reconstruir (Maio 2007)

 

- Paranóia na Polónia (Abril 2007)

 

- Voos secretos da CIA (Março 2007)

 

- Somália (Fevereiro 2007)

 

- A guerra e os jornalistas (31/01/2007)

 

- Labirinto palestiniano (Dezembro 2006)

 

- O novo Japão (Novembro 2006)

 

- Tensões na Coreia (Outubro 2006)

 

- Um novo estado do mundo (Setembro 2006)

 

- O México fracturado (Agosto 2006)

 

- Irão atómico (Julho 2006)

 

- A América Latina frente à globalização (15/06/2006)

 

- A guerra do futebol (09/06/2006)

 

- Planeta futebol (Junho 2006)

 

- Doente, a França? (Abril 2006)

 

- Geração rasca (22/03/2006)

 

- Democracias por medida (Março 2006)

 

- Islamofobia e liberdades (15/02/2006)

 

- Que Espanha? (Fevereiro 2006)

 

- Uma manipulação (25/01/2006)

 

- Caracas (Janeiro 2006)

 

- As catástrofes naturais somam-se ao medo à Al Qaeda (31/12/2005)

 

- Bolívia (28/12/2005)

 

- Escravos (21/12/2005)

 

- Hong Kong (14/12/2005)

 

- Suplícios (07/12/2005)

 

- Torturas (Dezembro 2005)

 

- Chutando a escada (30/11/2005)

 

- O calabouço do mundo (26/11/2005)

 

- O projecto Reach (23/11/2005)

 

- Contra a pobreza (16/11/2005)

 

- Subúrbios em chamas (06/11/2005)

 

- Prémios Mediterrâneo (02/11/2005)

 

- Controlar a Internet (Novembro 2005)

 

- Diversidade cultural (15/10/2005)

 

- Ceuta, Melilla (08/10/2005)

 

- Quem controla a Internet? (04/10/2005)

 

- Brasil, o atoladeiro (Outubro 2005)

 

- Sexo e mercado (29/09/2005)

 

- Comércio injusto (21/09/2005)

 

- Mudar a ONU (14/09/2005)

 

- Acaba-se o petróleo (07/09/2005)

 

- Ricos na costa (24/08/2005)

 

- Morrer de fome (17/08/2005)

 

- Frida Kahlo (10/08/2005)

 

- Londres, Bagdade (Agosto 2005)

 

- Sair de Gaza (20/07/2005)

 

- Depois de Londres, Roma? (13/07/2005)

 

- O governo do mundo (08/07/2005)

 

- Alertas na Coreia (Julho 2005)

 

- Kapuscinski (29/06/2005)

 

- Bulgária (19/06/2005)

 

- O perigo Coreia (14/06/2005)

 

- Silenciar um jornalista (05/06/2005)

 

- Admirável mundo novo (01/06/2005)

 

- Esperanças (Junho 2005)

 

- Referendo em França (25/05/2005)

 

- Memória da guerra (17/05/2005)

 

- Vitória traída (02/05/2005)

 

- Lições de história (Maio 2005)

 

- Posada Carriles (27/04/2005)

 

- Presidentes acossados (20/04/2005)

 

- O pontífice do povo (04/04/2005)

 

- A China contra a China (Abril 2005)

 

- Wolfowitz (28/03/2005)

 

- Torturas (23/03/2005)

 

- Jean­‑Paul ­Sartre (13/03/2005)

 

Entrevista a Ignacio Ramonet

- Por culpa de Hemingway

Joel Maior Lorán (08/03/2005)

 

- O saque da Argentina (06/03/2005)

 

- Sair de Gaza (02/03/2005)

 

O Cutelo, um filme de Costa-Gavras

- Um conto amoral (Março 2005)

 

- Barril de pólvora libanês (Março 2005)

 

- Matar Chávez? (23/02/2005)

 

- Quixotes de hoje (16/02/2005)

 

- Papas e “papabilis” (09/02/2005)

 

- Um continente em transformação (Fevereiro 2005)

 

- Irão, o alvo (Fevereiro 2005)

 

- Teerão (23/01/2005)

 

- Fórum de Porto Alegre (23/01/2005)

 

- Cooperativismo (12/01/2005)

 

- Após o tsunami (07/01/2005)

 

Entrevista a Ignacio Ramonet

- A globalização aspira a que as pessoas, em definitivo, aceitem a sua própria escravatura

Omar González (05/01/2005)

 

- O ano que começa (01/01/2005)

 

- Mídias em crise (Janeiro 2005)

 

- Terror genético (29/12/2004)

 

- Crianças sem brinquedos (22/12/2004)

 

- Não há choque de civilizações (19/12/2004)

 

- Recordando Bhopal (15/12/2004)

 

- Encontro em Caracas (08/12/2004)

 

- De viagem com Che Guevara (01/12/2004)

 

As eleições norte-americanas confirmam que a democracia - apesar de ser o menos imperfeito dos regimes políticos – não está isenta de escolhas que podem levar ao poder perigosos demagogos

- Bush II (Dezembro 2004)

 

- Palestina: novo ciclo (17/11/2004)

 

- Bush, vertigens e calafrios (05/11/2004)

 

- Imperator (03/11/2004)

 

- Turquia (Novembro 2004)

 

- Ramonet afirma que «não há que ter demasiadas ilusões com Kerry»

Mauricio Bernal; Pilar Santos (26/10/2004)

 

- Plano Milagre (13/10/2004)

 

- Duelos televisionados (11/10/2004)

 

- Islamitas convertidos (06/10/2004)

 

- O labirinto caucasiano (Outubro 2004)

 

- Europa ultraliberal (29/09/2004)

 

- Um imposto contra a pobreza (22/09/2004)

 

- Terroristas soltos (01/09/2004)

 

«No dia em que a China acordar...», dizia-se antigamente, deixando no ar a ideia de uma ameaça gigantesca sobre o planeta. Hoje temos plena consciência de que aquele imenso país, de fato, acordou. E é importante questionar as consequências que o seu impressionante despertar pode ter para o mundo todo

- China, a megapotência (Agosto 2004)

 

A violência doméstica atinge, em escala planetária, um tal grau de brutalidade que deveria ser considerada uma violação importante dos direitos humanos, assim como um problema considerável de saúde pública.

- Violência machista (Julho 2004)

 

A "insolência colonial" é o que leva o invasor, em nome de uma "missão superior e sagrada" a usar abusivamente de sua força. Torturar pela causa justa - eis aí uma proeza sinistra que não deixa de merecer algumas fotos de lembrança.

- Imagens e carrascos (Junho 2004)

 

No mês em que o Le monde diplomatique faz 50 anos, esta edição é dedicada a todas as vozes da resistência que sonham que outro mundo é possível e contribuem para construí-lo.

- Resistência (Maio 2004)

 

A reacção dos espanhóis diante da atrocidade dos atentados, das mentiras de Estado e sua revolta, expressa nas eleições, deram uma grande lição para os que apostaram que graças à hipnose da mídia, uma mentira a mais passaria sem qualquer problema.

- Espanha (Abril 2004)

 

Em nome da "segurança" e seguindo o exemplo dado por Washington, vários governos dos países ditos democráticos adoptam medidas que restringem as liberdades civis, abrindo caminho para os regimes mais repressivos endurecerem ainda mais.

- Antiterrorismo (Março 2004)

 

Falência fraudulenta da multinacional italiana revela mais uma vez a facilidade com que empresas do capitalismo globalizado se apoiam em fraudes deliberadas para manter um crescimento artificial.

- O escândalo da Parmalat (Fevereiro 2004)

 

A discussão sobre formas de impedir o aumento da "fractura digital" ocupou os debates da cúpula mundial da sociedade de informação, em Genebra, mas sua declaração final mal conseguiu disfarçar a má vontade dos países ricos para reverter esse quadro.

- A nova ordem Internet (Janeiro 2004)

 

Fruto de um erro de análise e de um sonho delirante dos ideólogos de Washington, a ocupação do Iraque tornou-se rapidamente um pesadelo para as forças norte-americanas e seus aliados, alvos de ataques crescentes da resistência iraquiana.

- O "chiqueiro" iraquiano (Dezembro 2003)

 

Ao depor o presidente Sanchez de Losada, a população boliviana repete o que aconteceu em outros países da América Latina, que repeliram um modelo económico que agravou a corrupção, arruinou a população e aumentou a exclusão social por todo o continente.

- Bolívia (Novembro 2003)

 

O Observatório Internacional da Mídia é a nova arma cívica para enfrentar o novo superpoder dos grandes meios de comunicação de massa que impõem, em matéria de informação, uma única lógica – a do mercado – e uma única ideologia – a do pensamento neoliberal.

- O quinto poder (Outubro 2003)

 

Qualquer pessoa que viajar para os Estados Unidos terá suas informações de carácter pessoal entregues à polícia de imigração norte-americana, com particular atenção para com os latino-americanos, muçulmanos e oriundos do Oriente Médio.

- Vigilância absoluta (Agosto 2003)

 

A gigantesca manobra de "intoxicação" informativa promovida pelo governo Bush para invadir o Iraque se insere em uma longa tradição de mentiras que acompanha a história dos Estados Unidos, sobretudo, quando precisam justificar uma guerra.

- Mentiras de Estado (Julho 2003)

 

Enquanto se orquestra um ataque ao sistema de aposentadorias em todo o mundo, sem qualquer aumento da participação das empresas ou do capital na pensões de seus empregados, pesquisa da OIT denuncia que 5 mil pessoas morrem por dia no trabalho.

- Morrer de trabalho (Junho 2003)

 

Ao nomear um general reformado para administrar um país vencido, os Estados Unidos mais uma vez ignoram o direito internacional, relembrando de forma deplorável as velhas práticas do tempo dos impérios coloniais e dos mandatos.

- Neo-imperialismo (Maio 2003)

 

Em meio à tempestade provocada pelo livro sobre o Le Monde, ganha relevância o processo pelo qual a redacção do Monde diplomatique conquistou a sua independência editorial e administrativa em relação a esse grupo editorial.

- O Le Monde e o Diplô (Abril 2003)

 

A "guerra preventiva" dos Estados Unidos contra o Iraque abalou a ordem mundial. Embora sem grandes ilusões, esperava-se que o país mais poderoso da Terra não virasse ostensivamente as costas aos grandes princípios da moral política.

- Agressão ilegal (Abril 2003)

 

A prepotência norte-americana e a falta de argumentos que justifiquem esta "guerra preventiva" vêm sendo questionadas pela opinião pública mundial, que teme as mudanças que o conflito no Iraque prenuncia para o equilíbrio do mundo.

- A era da guerra perpétua (Março 2003)

 

Não foi possível estabelecer qualquer tipo de vínculo entre Bagdade e as redes terroristas islâmicas. Consequentemente, a opinião pública mundial continua exigindo provas indiscutíveis que justifiquem a guerra contra o Iraque.

- Antes da guerra (Fevereiro 2003)

 

A posse de Lula assinala o início de um novo ciclo histórico na América Latina. Saído de um período nefasto de tiranias militares, de repressão e de rebeliões armadas, o ciclo precedente durou cerca de duas décadas (1983-2002).

- Viva o Brasil! (Janeiro 2003)

 

A crescente concentração dos meios de comunicação ameaça o pluralismo da imprensa, já que seus novos donos privilegiam a rentabilidade, em detrimento do direito de ser bem informado – acompanhante fundamental da liberdade de expressão.

- Os novos imperadores da mídia (Dezembro 2002)

 

Enquanto há um esgotamento do marxismo como motor internacional da revolta social, a desigualdade alcança proporções inéditas, fazendo explodir a violência de pobres contra pobres, a delinquência e a criminalidade em todo o planeta.

- A guerra social (Novembro 2002)

 

No actual clima de intimidação de pré-guerra com o Iraque, vários dirigentes europeus adoptam, em relação ao império norte-americano, a atitude de submissão servil que cabe aos vassalos fiéis. Ao final, como prémio, quem sabe, uma gotinha do petróleo iraquiano.

- Vassalagem (Outubro 2002)

 

Ao destruírem o mundo natural, os homens tornaram a Terra um lugar cada vez menos habitável. É fundamental que se aprovem, em Johannesburgo, pelo menos sete decisões cruciais

- Salvar o planeta (Agosto 2002)

 

O trabalho infantil e o tráfico de crianças escravas crescem. É um escândalo de enormes proporções, particularmente nos países em desenvolvimento

- Exploração infantil (Julho 2002)

 

Os meios de comunicação da Venezuela, porta-vozes informais da Igreja Católica, da oligarquia financeira, do empresariado, da burguesia branca e de um sindicato corrupto, preparam-se, agora, para um golpe perfeito

- O crime perfeito (Junho 2002)

 

Em Mario Vargas Llosa coabitam o panfletário neoliberal, presunçoso e medíocre, e um romancista com a veia de Flaubert e de Faulkner, que se lembra de ter sido, por muito tempo, marxista – e até castrista – e que fascina os seus leitores

- Um romancista excepcional (Maio 2002)

 

A comunicação tornou-se uma indústria pesada, comparável à siderurgia da segunda metade do século XIX, ou à do automóvel na década de 1920: é nesse sector que são feitos hoje os investimentos mais importantes

- Os senhores da rede (Maio 2002)

 

O que desabou no dia 21 de Abril foi a certeza de que, quando tudo mudava no mundo, nada iria modificar as forças políticas francesas

- A peste (Maio 2002)

 

O anticastrismo primário é o liberalismo dos imbecis

- Por que fui ao Salão do Livro de Havana (Março 2002)

 

Há, entre israelenses e palestinos, uma maioria de cidadãos que deseja avançar rumo à paz e à reconciliação. Mas os sabotadores da paz mergulham a região numa engrenagem homicida.

- Paz agora (Março 2002)

 

A queda de Bettino Craxi e Giulio Andreotti balançou com todo o sistema político italiano que, em poucos meses, viu serem envolvidos em escândalos, perseguidos pela justiça, centenas de deputados, senadores e ex-ministros expostos à execração pública...

- Berlusconi (Fevereiro 2002)

 

Em nome da "guerra justa" contra o terrorismo, toda a transgressão é permitida. Os EUA não hesitaram em estabelecer alianças com dirigentes pouco recomendáveis: o general golpista Musharraf, do Paquistão, e o ditador Karimov, do Uzbequistão

- Adeus às liberdades (Dezembro 2001)

 

À primeira vista, a desproporção entre as forças dos dois adversários lembra a de um abismo. Trata-se, inclusive, de uma situação militar inédita, pois esta é a primeira vez que um império não declara guerra a um país, mas a um homem...

- Os objectivos da guerra (Novembro 2001)

 

Os atentados de 11 de setembro devolveram à direita norte-americana um dado estratégico que estava lhe faltando desde o fim da URSS: um adversário

- O adversário (Setembro 2001)

 

Os presidentes reunidos em Génova – G-8 – deram à opinião pública a detestável imagem de um clube de ricos arrogantes, ao abrigo de muralhas militarizadas, isolados de um povo encolerizado, protegidos por uma polícia em estado de guerra

- Presidentes encurralados (Agosto 2001)

 

A insurreição na Argélia estendeu-se a regiões não berberes, também atingidas pela falta de moradia, água, estradas, electricidade, assim como pela violência das forças da ordem, a arbitrariedade, a ausência de democracia, a corrupção, o desemprego e a miséria

- Cabília (Julho 2001)

 

A febre do fenômeno "Loft Story" (versão francesa do programa de TV "Big Brother", que inspirou o brasileiro "No Limite") assumiu tamanhas proporções que o próprio Festival de Cannes e a fase final da Liga dos Campeões de futebol foram obscurecidos

- Big Brother (Junho 2001)

 

O século XX assistiu à explosão da publicidade e à sua sofisticação. A ambição de manipular as mentes, dentro dos próprios lares, alcançou quase níveis de uma ciência

- A fábrica dos desejos (Maio 2001)

 

Tentacular, asfixiante e opressiva, ela sabe utilizar os melhores trunfos da sedução, e mobilizar todos os recursos do desejo. Mas sob ela, o luxo torna-se uma necessidade, e é preciso perpetuar uma existência devotada a desafios alienados e desumanizados

- O polvo da publicidade (Maio 2001)

 

Não é obra do acaso que seja numa Inglaterra que serviu de laboratório ao ultraliberalismo por mais de vinte anos que se multiplicam hoje as fogueiras onde são incinerados centenas de milhares de animais e se escutam os gritos do desespero e do pavor

- Inglaterra, a crise total (Abril 2001)

 

No domingo, 11 de março, após uma marcha de mais de três mil quilómetros, o subcomandante Marcos poderá dizer, dirigindo-se a todos os mexicanos e em nome de 10 milhões de índios: "Eis-nos aqui, somos a dignidade rebelde, o coração esquecido da pátria!"

- Desvendando Marcos (Março 2001)

 

Gunter Holzmann travou as duas grandes batalhas do século XX: a primeira, contra o nazi-fascismo; a segunda, em defesa do meio ambiente. Durante a década de 90, foi o principal responsável pela consolidação financeira do Diplo como um jornal independente

- Morre Gunter Holzmann (Fevereiro 2001)

 

Com um Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 130 bilhões de dólares e uma população de apenas 7,5 milhões de habitantes, o Quebec faz parte, actualmente, das trinta principais economias do mundo...

- O Quebec e a soberania (Fevereiro 2001)

 

Uma espécie de "Internacional Rebelde" nasce no Brasil, no mesmo momento em que os novos senhores do mundo encontram-se outra vez em Davos, Suíça.

- Porto Alegre (Janeiro 2001)

 

Algum dia, os historiadores da mente humana irão se perguntar sobre os medos do ano 2000. Descobrirão que já não eram, como antes, de ordem política ou militar, mas de carácter ecológico. Tanto no que se referem ao íntimo, quanto à identidade humana

- Os medos do ano 2000 (Dezembro 2000)

 

Sentindo-se depositário do voto de uma parte do seu povo, Ehud Barak quer manter Jerusalém como "eterna capital" de Israel; Arafat considera-se investido, pelos povos muçulmanos, do dever de manter os lugares sagrados do Islão sob protecção árabe

- A espiral (Novembro 2000)

 

Cada cidadão sente a necessidade urgente – como uma barreira contra a ressaca neoliberal – de um contra-projecto global, uma contra-ideologia, um edifício conceitual que se possa contrapor ao modelo actualmente dominante

- A necessidade da utopia (Outubro 2000)

 

O que se poderia considerar "anormal"? O barril de óleo bruto a 35 dólares ou, como há dois anos, a dez dólares? E o que há de chocante no facto de uma energia não-renovável e altamente poluente ser cara? A aberração não seria o contrário?

- O euro, o petróleo e os neoliberais (Outubro 2000)

 

Vale a pena revisitar, neste fim de século e início de nova revolução tecnológica, a obra mais conhecida de Aldous Huxley. Admirável Mundo Novo é cada vez mais actual, ao mostrar que o avanço científico pode ser, numa sociedade marcada pela desigualdade e desumanização, um caminho para a barbárie

- Inevitável Mundo Novo? (Setembro 2000)

 

No ano de 2001, Davos terá um concorrente bastante mais representativo do mundo tal como ele é: o Fórum Social Mundial (FSM), que se reunirá precisamente nas mesmas datas (de 25 a 30 de Janeiro) no hemisfério Sul – em Porto Alegre, no Brasil

- Davos? Não, Porto Alegre... (Agosto 2000)

 

A partir da clonagem da ovelha Dolly, em 1997, todos sabemos que a do homem está ao alcance da proveta. A ciência ultrapassou a ficção, na medida em que ela supera o "método Bokanosky", imaginado por Aldous Huxley em O Admirável Mundo Novo

- Pokémon (Agosto 2000)

 

Há sinais concretos de que, sete anos após os acordos de Oslo, estejamos às vésperas de um acordo histórico. E justamente em torno dos três principais temas que opõem israelenses e palestinos: territórios, Jerusalém e refugiados

- A saída do labirinto (Junho 2000)

 

Com um passado genocida, escravagista, expansionista e colonialista, os Estados Unidos da América do Norte, talvez cansados da sua excessiva brutalidade, aspiram agora a se instalar pacificamente nos nossos cérebros e seduzir os nossos corações

- Dominar corações e mentes (Maio 2000)

 

- Um mundo norte-americano (Maio 2000)

 

Um quarto de século após a derrota norte-americana, vale a pena lembrar os documentários de cineastas independentes, que ajudaram a juventude a enxergar os horrores da guerra e a levantar-se contra ela

- Vietname, 25 anos depois: Quando o cinema fez guerrilha contra os EUA (Abril 2000)

 

A velocidade de comunicação da Internet está gerando, além de uma sociedade completamente nova, enormes possibilidades de enriquecimento. Mas é preciso desconfiar deste Eldorado. A actual prosperidade faz lembrar uma miragem e as revoluções económicas também devoram as suas crias

- Nova Economia (Abril 2000)

 

As vitórias da Revolução Islâmica são inegáveis, mas elas próprias comprometeram o regime dos aiatolás. O país está em ebulição intelectual, e o que acontecer ali terá repercussões em todo o mundo árabe

- Reformas no Irão (Março 2000)

 

Seattle representa uma virada. Reacendendo a chama da contestação, os manifestantes que evitaram a "Rodada do Milénio" também começaram a construir um contra-poder mundial

- Aurora (Fevereiro 2000)

 

Por que a comunidade internacional, pronta a se mobilizar no ano passado a favor do Kosovo, em nome do direito de ingerência, assiste impassível a uma nova tragédia?

- Chechénia (Fevereiro 2000)

 

- Chávez (Outubro 1999)

 

Por que não criar, em escala planetária, a ONG Acção pela Taxa Tobin de Ajuda aos Cidadãos (ATTAC)? Em conjunto com os sindicatos e entidades culturais, sociais ou ecológicas, ela poderia agir como um formidável grupo de pressão cívica.

- Desarmar os mercados (Dezembro 1997)

 

Durante muito tempo a comunicação libertou, porque significava difusão do saber, do conhecimento e da razão contra as superstições e obscurantismos. Agora, impondo-se como obrigação absoluta, inundando todos os aspectos da vida social, política, económica e cultural, ela exerce uma espécie de tirania. E tende a tornar-se uma das grandes superstições do nosso tempo

- Apocalipse dos mídia (Abril 1997)