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Março 2005 Vicken
Cheterian * Preocupados com a “crescente
crise” entre a Rússia e os Estados Unidos, especialistas dos dois países
aproveitaram a Cimeira de Bratislava para lançar um apelo a Vladimir Putin e
George W. Bush no sentido de estes «intensificarem a cooperação antiterrorista
no Médio Oriente e no Cáucaso». Propõem inclusivamente a criação de uma base
militar comum no Quirguistão. Enquanto isso, prossegue o braço de ferro entre
Moscovo e Washington na Ásia Central, região dilacerada entre nacionalismo e
islamismo. No centro de Duchambe, capital
do Tadjiquistão, ergue-se uma gigantesca estátua de Ismoil Somoni, rei persa que
edificou no século X um império na Ásia Central. Ao passar sob uma espécie de
arco do triunfo, logo atrás da estátua, acedemos, por um esplêndido roseiral,
a uma maqueta em mármore que representa, da margem do Mar Cáspio às
fronteiras da China, o Império de Somoni. A sua capital não era Duchambe, mas
Bukhara, cidade actualmente situada no Uzbequistão. Isto resume bem os
problemas de identidade e de fronteiras nacionais típicos da Ásia Central. Inaugurado
em 1999, este monumento custou cerca de 20 milhões de dólares (ou seja, 18 milhões
de euros), numa época em que o orçamento anual do Estado não ultrapassava os
250 milhões de dólares (230 milhões de euros). É que se atribui muito valor
aos símbolos na Ásia Central, onde, muito para além do Tadjiquistão, se leva
bastante a sério o culto desta longínqua dinastia. No vizinho Uzbequistão, as
estátuas de Lenine e de Marx deram lugar às de Emir Timur (Tamerlão). No
centro de Taschkent foi justamente erigida uma estátua equestre desse
conquistador do século XVI, brandindo a sua espada. As autoridades uzbeques
procuram assim projectar uma imagem de força, mas os povos vizinhos guardam
uma recordação muito diferente dessas conquistas: do Quirguistão à Geórgia, o
nome do conquistador lembra cidades devastadas e pirâmides de cabeças [1]. Um
outro problema é que Timur não era uzbeque. Aliás, as tribos uzbeques que
conquistaram a Ásia Central chegaram até a perseguir um neto de Timur, Babur,
que encontrou refúgio na Índia e aí fundou o Império Mogol. «Temos necessidade de
construir aqui uma identidade nacional comum a todos os tadjiques, para nos
vermos livres da frustração e da vergonha da guerra», explica o sociólogo
Saodat Olimova. «Na época soviética, o Tadjiquistão era a mais pobre das
quinze repúblicas, mas apesar disso pertencia a uma superpotência. Agora figuramos
entre os países mais pobres do planeta». O que mina o renascimento da ideia
nacional é menos a falta de imaginação histórica do que a extrema pobreza do
país. Apesar de um relativo crescimento do comércio e da agricultura, o Tadjiquistão
conta com poucos empregos – e metade da sua população tem menos de 18 anos. Em
consequência, perto de um milhão de tadjiques foram procurar trabalho na
Rússia ou no Cazaquistão, muitas vezes clandestinamente. No entanto, a
crescente xenofobia na Rússia vota estes imigrantes, como os de outros países
da Ásia Central, a uma existência infernal, sendo explorados pelos patrões e
atormentados pela polícia. E, todos os anos, várias centenas destes
imigrantes regressam num caixão ao seu país de origem. O Tadjiquistão vai emergindo
lentamente da devastadora guerra civil que rebentou, subitamente, em 1992,
fazendo dezenas de milhares de mortos [2]. Cinco anos mais tarde, em 1997, um
tratado de paz pôs-lhe fim, concedendo à oposição islâmica, conduzida pelo
Partido do Renascimento Islâmico (PRI), um terço dos cargos governamentais. Numa
região onde os antigos dirigentes comunistas não toleram o islão político de
modo algum, a entrada do PRI para o governo assinalou um grande passo em
frente, não apenas em direcção à resolução do conflito, mas também em
direcção à criação de uma democracia que preencha os requisitos mínimos: o
PRI tem agora presença no parlamento, ao lado do Partido Democrático do Povo
(presidencial) e dos comunistas, e representa sobretudo os interesses dos
comerciantes dos bazares, e não os da burocracia de Estado. COMBATES DE RUA EM BUKHARA E TASCHKENT O 11 de Setembro modificou a
relação de forças e marginalizou o PRI que, segundo Parviz Mullojanov,
analista político em Duchambe, «não quer perturbar as suas boas relações com
o presidente: neste momento não fala, portanto, muito alto». Mesmo quando o
poder reprime os antigos combatentes da oposição, os demite das suas funções
públicas e os empurra para a prisão, o partido islâmico cala-se para não
comprometer a sua cooperação com o governo. É por isso que estão a desenvolver-se
no Tadjiquistão novas formas de movimentos clandestinos de islamitas
radicais, o mesmo acontecendo noutros lugares da Ásia Central. O mais
conhecido é o Hizb ut-Tahrir (Partido da Libertação), movimento sunita
radical nascido entre os refugiados palestinianos na Jordânia e que apela ao
regresso do califado [3]. Marginal nos países árabes, este movimento tem
grande popularidade na Ásia Central. Para Mullojanov, por ora o movimento só
exerce influência entre a minoria uzbeque do Tadjiquistão: «A sua
popularidade funda‑se no panturquismo, que reveste várias formas na Ásia
Central: antigamente o jadidismo [4], depois o nacionalismo, e agora o islão». Durante vários dias do mês de
Março de 2004, alguns combates de rua tiveram lugar em Bukhara e em
Taschkent, onde dezenas de pessoas atacaram várias esquadras da polícia. Mais
tarde, no mês de Julho, algumas mulheres camicases lançaram-se contra as
embaixadas dos Estados Unidos e de Israel. Estes atentados provocaram mais de
cinquenta mortos e dezenas de feridos, confirmando assim a fragilidade da
situação no Uzbequistão. O país já conhecera atentados do género, mas desta
vez contava-se com dois novos factores: primeiro, os acontecimentos partiram
de Bukhara, cidade até então tranquila, em vez de terem origem no vale de
Fergana, habitualmente mais implicado; de seguida, tais actos terroristas
beneficiaram de uma corrente de simpatia na população. Muitos habitantes de
Taschkent diziam não sentir que a situação lhes dissesse respeito, na medida
em que os atentados visavam a polícia, símbolo de repressão e de corrupção. Estando
o Uzbequistão a atravessar graves dificuldades económicas, a ausência de
qualquer possibilidade de expressão pública poderá levar a explosões de
violência ainda mais graves. O presidente uzbeque, Islam
Karimov, acusou o Hizb ut-Tahrir de estar por detrás dos atentados. Este
partido – que rejeita o recurso à violência – está a tornar‑se, tanto
aos olhos dos dirigentes da Ásia Central como dos comentadores russos e
americanos, uma espécie de Al-Qaeda [5]. Mas o verdadeiro perigo é que uma repressão
pesada e duradoura do Hizb ut-Tahrir conduza ao desenvolvimento de grupos
clandestinos mais radicais, com maior tendência do que o Hizb para ver na
violência uma forma legítima de acção política. O embrião de um tal grupo já
existe com o Movimento Islâmico do Uzbequistão (MIU), fundado em 1998 por
antigos combatentes uzbeques que haviam participado na guerra civil tadjique
ao lado da oposição. A sua direcção política foi assumida por Tahir Yuldash,
enquanto que Juma Namangani se encarrega de questões militares – os dois vêm
do vale de Fergana, região desfavorecida e em ruptura com o presidente
Karimov. Tendo as suas bases instaladas nas regiões montanhosas tadjiques e
quirguizes (Tavildara e Batken), o MIU fez várias incursões armadas no Quirguistão,
em 1999, e lançou audaciosos ataques de surpresa no Uzbequistão, em 2000. Posicionando-se
do lado dos talibãs no Afeganistão, sofreu perdas aquando da invasão
americana – Namangani terá, aliás, encontrado a morte durante os
bombardeamentos de Kunduz. Desde então, combatentes uzbeques participaram nos
confrontos entre forças governamentais paquistanesas e rebeldes islâmicos nas
regiões tribais do Waziristão [6]. Apesar de tudo, nem o Hizb
nem o MIU poderiam ameaçar a estabilidade do Uzbequistão se este país não
atravessasse uma profunda crise de sistema. No início dos anos 90, o
Uzbequistão escolheu uma via que não a da privatização generalizada seguida
pelas outras nações pós‑soviéticas nas quais o Estado, mantendo um
regime autoritário, continua a supervisionar a maior parte das actividades
económicas. Este sistema, que noutras paragens conduzirá a uma estabilidade
real mas também a um forte declínio económico, foi aplicado com menor
brutalidade no Uzbequistão. É essa a razão do interesse manifestado por
investidores estrangeiros, como é o caso de construtores de automóveis
alemães e sul‑coreanos, de empresas agro‑alimentares suíças e
de bancos holandeses. Mas o alto nível de corrupção, os minuciosos controlos
administrativos e o reinado da arbitrariedade acabaram por provocar a fuga de
tais investidores e, actualmente, o regime sobrevive graças às exportações de
minério e de algodão, este último comprado aos camponeses a um preço imposto
que é bastante inferior à sua cotação mundial. Treze anos depois da queda da
União Soviética, as condições de vida dos cidadãos uzbeques continuam a
degradar‑se. O estatuto dos trabalhadores agrícolas roça a
escravatura: os camponeses não têm direito a deixar o seu kolkhoze,
onde não podem escolher o que cultivam, nem a quem vendem as suas colheitas. Um
pouco por toda a Ásia Central, assiste-se à migração em massa dos camponeses
e dos desempregados das zonas rurais em direcção à capital, o que cria toda a
espécie de novos problemas sociais, entre os quais a propagação da epidemia
da SIDA [7]. A reacção das autoridades consistiu em isolar o país impondo um
sistema de vistos aos cidadãos dos países vizinhos, fechando as fronteiras e
chegando até a miná-las. Algumas medidas recentes visando restringir o
comércio dos bazares tradicionais provocaram motins nas cidades do vale de
Fergana. E, contrariamente ao que aconteceu no início dos anos 90, em
Taschkent já ninguém acredita que o autoritarismo possa algum dia levar ao
desenvolvimento dos investimentos estrangeiros, às reformas e à modernização. O TURQUEMENISTÃO NAS MÃOS DE
UM SÓ HOMEM Turquemenistão, por seu lado,
tornou-se uma espécie de parque de inspiração estalinista: multiplicam‑se
os hotéis de luxo e os palácios presidenciais, enquanto que alguns cidadãos
nem têm acesso a água potável. Saparmurat Niyazov, que se auto‑intitula
turkmenbashi (“chefe de todos os turquemenos”), é omnipresente:
oficialmente, fundou todos os jornais do país; o seu retrato figura em todos
os programas de televisão; e os estudantes e funcionários públicos são obrigados
a ler os seus escritos, intitulados Ruhnama (“Livro da Alma”). Niyazov lançou uma engenharia
social destinada a forjar uma nova geração de turquemenos à sua imagem:
suprimiu o ensino das línguas estrangeiras, dissolveu a orquestra filarmónica,
decretada como não turquemena, reduziu a duração da escolarização obrigatória
de doze para dez anos e invalidou todos os diplomas superiores obtidos fora
do país depois de 1993. O número de estudantes no ensino superior decaiu de
30.000 na última década soviética para 3000 [8]. Os media são
submetidos à censura, a Internet é controlada, e sair do país ou entrar tornou-se
difícil. A repressão brutal da
dissidência atingiu um nível inigualável depois da tentativa de assassinato
de Niyazov, em 2002 [9]. A direcção turquemena não admite qualquer crítica
das organizações internacionais, entendida como intrusão nos assuntos
internos do país. Ao mesmo tempo, ao longo dos últimos anos mais de uma dúzia
de diplomatas turquemenos pediram asilo, com as suas famílias. Cerca de 80
por cento do Turquemenistão é desértico e as tribos nómadas possuem apenas um
vago sentimento de pertença nacional. O país é rico em gás natural, o que
facilita a concentração do poder nas mãos de um só homem, e permite financiar
uma estrutura policial repressiva. Mas a liderança caprichosa do turkmenbashi
levou à paralisia total do país, ao declínio da agricultura e a um tão grande
desemprego de massa entre os jovens que é legítimo recear pelo futuro do
país. Ainda hoje, o Quirguistão
passa por ser a sociedade mais aberta da Ásia Central, apesar das políticas
autoritárias que aí prevalecem desde há alguns anos. Isto porque o pluralismo
quirguize se deve mais à incapacidade do presidente Askar Akaev em consolidar
o seu domínio autoritário do que ao desenvolvimento de verdadeiras
instituições políticas que permitam aos cidadãos exercerem os seus direitos. Com
os anos das privatizações nasceu um sistema que gira em tomo da “família” do
presidente. Passa-se o mesmo nos países vizinhos, no Cazaquistão e no
Uzbequistão, onde os familiares próximos dos chefes de Estado possuem parte
ou a totalidade dos sectores económicas mais lucrativos – isto é, as empresas
cujo volume de negócios ultrapassa o milhão de dólares e que são, segundo as
nossas fontes, as empresas de transportes aéreos, importação de bens de
consumo corrente, construções e obras públicas, etc. Estão previstas eleições
legislativas e presidenciais no Quirguistão em 2005. O presidente cessante
não aspira a ser reeleito, o que deverá possibilitar, pela primeira vez desde
o acesso do país à independência, a renovação das elites, mas isso só
acontecerá à custa de uma feroz luta pelo poder. «O presidente e a família
lutarão com todos os meios à sua disposição», estima Alexander Kulinsky, um
politólogo estabelecido em Bichkek. «Aqui não há – ou há poucos partidos
democráticos. A maioria só simula sê-lo para atrair os favores do Ocidente». No princípio dos anos 90, o Quirguistão
era visto como um modelo das reformas a aplicar em toda a ex‑União
Soviética. O presidente Akaev era um cientista, e não um antigo apparatchik:
impusera a liberalização política, desenvolvera uma imprensa livre e
privatizara a economia graças às generosas doações de organizações internacionais.
Infelizmente, estes investimentos representavam apenas uma fracção das
subvenções que ainda recentemente eram concedidas pelo Estado soviético, o
que explica o encerramento de minas e fábricas e o êxodo maciço de operários
russos qualificados. Se é um facto que a queda da economia foi desde então
travada, já o número de nascimentos baixa anualmente 55.000, por comparação
com o ano anterior, declínio demográfico “natural” este que vem somar-se à
emigração de meio milhão de trabalhadores quirguizes para a Rússia ou o
Cazaquistão. Nestas condições, «os
esforços empreendidos pelo Estado para suscitar uma nova identidade nacional foram
um enorme fracasso», analisa Emil Juraev, professor de ciências políticas. «Pelo
contrário, o sentimento de identidade étnica está a reforçar-se, tal como os
sentimentos tribais e regionais. O poder do Estado repousa essencialmente
numa burocracia centrada em Bichkek, a capital, e no sistema clãnico». Como é
um país montanhoso, o Quirguistão carece de vias de comunicação susceptíveis
de o unificarem. A luta pelo poder poderá assim, segundo vários observadores,
chegar a uma cisão entre o vale de Chui, a norte, onde se encontra a capital,
e o vale de Fergana, a sul, que inclui Och, a segunda maior cidade do país. O Cazaquistão é o único de
todos estes países cuja produtividade económica regista um aumento, graças às
lucrativas exportações de petróleo. O seu produto nacional bruto cresceu 9
por cento em 2003 e os investimentos estrangeiros ultrapassaram neste mesmo
ano os 2 mil milhões de euros [10]. Nas eleições legislativas de Outubro de
2004 foram dois os partidos mais votados, a grande distância dos demais: o
partido Oton (“Mãe Pátria”), dirigido pelo presidente Nursultan Nazarbaev, e
o partido Asar (“Conjunto”), dirigido pela filha do presidente, Dariga. A
principal coligação de opositores, formada pelo Partido Comunista e pela
Escolha Democrática para o Cazaquistão, não dispõe de nenhum lugar no
Parlamento. A “operação Asar” é menos relevante pelos seus resultados – o
partido só obteve 4 lugares em 77 –, do que pelo seu alcance político: alguns
vêem nela a vontade do presidente Nazarbaev, depois de ter controlado os media
e imposto a sua presença activa na economia, de assegurar, através da sua
filha Dariga, uma sucessão dinástica, à semelhança do que fez Gueïdar Aliev
com o filho Ilham no Azerbaijão [11]. Em 1991, os cinco Estados que
compõem a Ásia Central soviética tomaram-se independentes, mas isso não
aconteceu graças à mobilização das massas – aconteceu contra elas. Por
oposição aos países bálticos ou do Cáucaso, a imensa maioria dos povos desta
região, tal como os seus dirigentes, apoiaram a preservação da União
Soviética, e isto até ao último momento. Todos os cinco presidentes que ainda
dominam a Ásia Central, e moldam o futuro da região, chegaram ao poder ao
longo dos anos 80, no instável período da Perestroika. É certo que
cada um destes países procurou, à sua maneira, reafirmar a sua legitimidade:
o Cazaquistão e o Quirguistão lançando-se nas privatizações e nas reformas, o
Uzbequistão e o Turquemenistão conservando o Estado autoritário e a economia
dirigida, e o Tadjiquistão chegando a uma surpreendente reconciliação
nacional depois de se ter desintegrado em consequência de uma violenta guerra
civil. No entanto, todos estes países registam cada vez mais uma mesma
tendência para a concentração do poder absoluto entre as mãos do chefe de
Estado. A ideia de independência
nacional não convenceu a maioria da população, tendo a deterioração das
condições de vida tornado politicamente ilegítimos os projectos de um novo
Estado‑nação. E, de facto, actualmente são as redes fundadas na
solidariedade regional que se impõem e se opõem aos grupos de idealistas que
há dez anos pregavam a unificação regional sob a bandeira turca – e continuam
a fazê-lo, mas agora sob a bandeira do islão. As elites políticas
provenientes das escolas soviéticas apenas viam no islão “extremismo” e “terrorismo”.
Nunca lhe concederam outro estatuto senão o de folclórico, até quando a ruína
da ideologia e da repressão comunistas tornava indispensável uma reavaliação
do passado e do presente do islão nas sociedades da Ásia Central. Doravante,
a repressão dos grupos políticos islâmicos e de diversas seitas é acompanhada
por uma crescente islamização destas sociedades, incluindo no Cazaquistão e
no Quirguistão, onde o islão político não pára de se radicalizar. Ler: Vicken Cheterian, Washington, Moscovo, Pequim: o grande jogo. ______ * Jornalista, Genebra. [1] Christian de Brie, “Au temps de Gengis Khan
et de Tamerlan”, Manière de voir, n.º 76, Les génocides dans l’histoire,
Agosto-Setembro de 2004. [2] Alain Gresh, “Les Républiques d’Asie
centrale s’engagent sur des chemins différents”, Le Monde diplomatique,
Dezembro de 1992. [3] Foi Mustafá Kemal,
conhecido como Ataturk, que proclamou o fim do Califado, isto é, de toda a
autoridade político‑religiosa centralizada no Islão, imediatamente a
seguir à Primeira Guerra Mundial. [4] Este movimento de modernização
do Islão na Ásia Central, suportado nomeadamente pelos intelectuais urbanos,
interessou-se pelo sistema de ensino, o pensamento social e as normas éticas.
Não sobreviveu às purgas soviéticas da década de 1930. [5] Jean-François Mayer, Hizb
ut-Tahrir - The next Al-Qaeda, really? (pdf), PSIO Occasional Paper,
Genebra, 2004. [6] Artie McConnell, “Taschkent bombings signal
rise in islamic activities”, Jane’s Intelligence Review, Londres, Maio
2004. [7] Gulnoza Saidazimova, HIV
infections mount in Uzbekistan as prostitution rises, Radio Free
Europe/Radio Liberty, Praga, 30 de Novembro de 2004. [8] International Crisis Group, Cracks in
the marble: Turkmenistan’s failing dictatorship, Asia Report n.º 44,
Osh/Bruxelas, 17 de Janeiro de 2003, p. 26. [9] As prisões relacionadas
com esta tentativa de assassinato incluem o antigo chefe da diplomacia
turquemena, Boris Chikhmuradov, e o antigo mufti da República,
Nasrullah ibn Ibadullah. [10] Andrew Jack, “Kazakhastan turns into magnet
of Central Asia”, Financial Times, Londres, 26 de Maio de 2004. [11] Cf. Vicken Cheterian, Relève de génération dans le sud
du Caucase, Le
Monde diplomatique, Janeiro de 2004 (ed. brasileira: Os filhos da privatização chegam
ao poder). |