Informação Alternativa

Médio Oriente

19/07/2006

 

Em defesa do povo palestiniano

 

Tariq Ali, Russell Banks, John Berger, Noam Chomsky, Richard Falk, Eduardo Galeano, Charles Glass, Naomi Klein, W. J. T. Mitchell, Harold Pinter, Arundhati Roy, Jose Saramago, Giiuliana Sgrena, Gore Vidal, Howard Zinn

 

O último capítulo do conflito entre Israel e a Palestina começou quando as tropas israelitas raptaram dois civis, um médico e o seu irmão, em Gaza – um incidente escassamente relatado, excepto na imprensa turca. No dia seguinte, os palestinianos tomaram como prisioneiro um soldado israelita – e propuseram uma troca negociada contra prisioneiros tomados pelos israelitas, dos quais há aproximadamente 10.000 em prisões israelitas.

 

Que este “rapto” seja considerado um ultraje, enquanto a ocupação militar ilegal da Cisjordânia e a apropriação sistemática dos seus recursos naturais, principalmente da água, pelas forças de defesa israelitas seja considerado um facto lamentável mas real da vida, é típico do duplo critério empregado repetidamente pelo Ocidente quanto ao que acontece aos palestinianos nos territórios que lhes foram atribuídos por acordos internacionais durante os últimos 70 anos.

 

Hoje um ultraje sucede-se a outro; mísseis improvisados cruzam-se com outros sofisticados. Estes últimos, geralmente encontram o seu alvo situado onde os pobres vivem deserdados e amontoados, esperando o que em tempos se chamou Justiça. Ambos os tipos de mísseis dilaceram corpos horrivelmente – quem, a não ser os chefes militares, pode esquecer isto por um instante?

 

Cada provocação e contra-provocação é respondida e alardeada. Mas as discussões subsequentes, as acusações e as promessas, todas elas servem como uma perturbação para distrair a atenção mundial de uma longa prática militar, económica e geográfica cuja intenção política é nada menos que a liquidação da nação palestiniana.

 

Isto deve ser dito alto e claro já que esta prática, só a meias declarada e frequentemente encoberta, avança rapidamente nestes dias, e, na nossa opinião, deve ser continuamente e constantemente reconhecida pelo que é e é preciso resistir­‑lhe.