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Setembro 2005 Zimbabwe: Depois da segregação 21 DE DEZEMBRO DE 1979. Os Acordos de Lancaster House fixam a organização administrativa do futuro Zimbabwe (ex-Rodésia do Sul, britânica), o papel da minoria branca (fim da segregação racial) e prevêem uma reforma agrária. 18 DE ABRIL DE 1980. Independência do Zimbabwe. Robert Mugabe, líder da African National Union (ZANU), torna-se primeiro-ministro. 22 DE DEZEMBRO DE 1987. A ZANU e a Zimbabwe African People’s Union (ZAPU) assinam um acordo de união e formam a Zimbabwe African National Union – Patriotic Front (ZANU-PF). 31 DE DEZEMBRO DE 1987. Graças à reforma constitucional de Outubro, Mugabe, único candidato, acede à presidência da República. 1991. Adopção do programa de ajustamento estrutural do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. 17 DE MARÇO DE 1996. Reeleição, contestada, de Mugabe. 13 DE FEVEREIRO DE 2000. Uma nova Constituição é rejeitada por 54,6 por cento da população (participação: 26 %). MARÇO DE 2002. Nova reeleição de Mugabe. ABRIL DE 2002. Mugabe lança uma vasta reforma agrária: 2900 fazendeiros brancos são instados a abandonar as suas terras, que deverão ser redistribuídas à população negra. INÍCIO DE JUNHO DE 2003. Semana de protestos contra o presidente Mugabe, organizada pelo Movement of Democratic Change (MDC). DEZEMBRO DE 2003. Suspenso desde 2002, o Zimbabwe retira-se da Commonwealth. JANEIRO DE 2005. A secretária de Estado americana Condoleezza Rice aponta o Zimbabwe como um dos seis «postos avançados da tirania». MARÇO DE 2005. A ZANU-PF vence as eleições legislativas com dois terços dos votos. A oposição denuncia irregularidades. MAIO-JULHO DE 2005. Um programa de “limpeza” dos bairros de lata cria 700.000 pessoas sem‑abrigo, segundo as Nações Unidas. Ler também: - Augusta Conchiglia, Fim de reinado em
Harare, Le Monde diplomatique, Setembro 2005 - Augusta Conchiglia, A discreta diplomacia sul-africana, Le Monde diplomatique, Setembro 2005. |